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Correio da Manhã

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Bombas matam 15 pessoas nas Filipinas

O exército das Filipinas atribuiu ao grupo radical islâmico Abu Sayyaf, ligado à Al-Qaeda, os atentados à bomba seguidos de trocas de tiros que esta terça-feira fizeram 15 mortos na ilha de Basilan (sul).
13 de Abril de 2010 às 12:52
Grupo radical da Al-Qaeda é suspeito dos atentados
Grupo radical da Al-Qaeda é suspeito dos atentados FOTO: DR

Homens armados, vestidos com uniformes policiais, fizeram explodir duas bombas contra um edifício governamental e uma igreja em Isabela, capital da ilha de Basilan, envolvendo-se depois numa troca de tiros com as forças de segurança.  

De acordo com a agência Lusa, o presidente da câmara de Isabela, Cherry Akbar, indicou que os ataques fizeram 15 mortos confirmados, entre os quais cinco dos atacantes que aparentemente morreram na explosão de uma das bombas.  

Responsáveis militares consideraram tratar-se sem dúvida de um ataque terrorista do grupo Abu Sayyaf.  

Seis civis morreram nas explosões e três soldados e um polícia no tiroteio que se seguiu, segundo o presidente da câmara. O ataque foi lançado por  pelo menos 25 homens armados.  

A primeira bomba, escondida numa camioneta, explodiu cerca das 10h30 locais (03h30 em Lisboa) junto de um edifício do Ministério da Educação,  e a segunda, presa a uma motorizada, explodiu minutos depois junto à catedral de Isabela, segundo o chefe da polícia da província, Antonio Mendoza.  

Vários grupos radicais islâmicos armados, entre os quais os rebeldes do Abu Sayyaf, que contarão com cerca de 400 pessoas, operam nas ilhas meridionais de Basilan e Jolo.  

As autoridades acusam estes grupos de terem ligações à Al-Qaeda e ao grupo Jamaah Islamiyah (JI), suspeito de planear o atentado que provocou 202 mortos na ilha indonésia de Bali em 2002.   

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