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Boris Johnson já enviou carta a pedir adiamento do Brexit até 31 de janeiro

Primeiro-ministro britânico também enviou uma carta onde pediu à UE para não aceitar o pedido de adiamento.
SÁBADO 19 de Outubro de 2019 às 20:37
Boris Johnson
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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já entregou a necessária carta com o pedido de adiamento do Brexit à União Europeia - mas sem a sua assinatura, de acordo com uma fonte de Downing Street ao Sunday Times. Além desta, Boris terá enviado uma segunda carta - assinada - na qual indica que acredita que o adiamento é um erro, e uma fotocópia com o artigo da "lei Benn", que o forçou a fazer o pedido de adiamento.

Este sábado, Boris Johnson confirmou em telefonema ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que um pedido para a extensão do Brexit seria enviado ainda durante a noite. A confirmação foi dada por um oficial de Bruxelas à Reuters, que indica que Tusk iria "começar a consultar os líderes europeus" e que as conversações poderiam demorar "alguns dias".

No Twitter, Tusk confirmou que "falou com Boris Johnson" sobre a situação em que este se encontra após a votação na Câmara dos Comuns e que já recebeu o requerimento de adiamento.


A carta em causa foi ditada pela "lei Benn", que determina que o primeiro-ministro tenha de escrever uma missiva até às 23h00 deste sábado, a solicitar uma extensão do processo de saída da UE por três meses, até 31 de janeiro, se a Câmara dos Comuns não aprovar um acordo ou autorizar uma saída sem acordo até 19 de outubro. Essencialmente, impede um Brexit caótico a 31 de outubro, mas também dificulta a concretização do acordo de saída selado entre Bruxelas e Londres na quinta-feira.

Segundo a Sky News, Johnson havia escrito aos deputados da Câmara dos Comuns do Reino Unido este sábado, referindo que iria indicar à União Europeia que o adiamento de acordo do Brexit não era uma solução e que era bem possível que Bruxelas rejeitasse o pedido de extensão.

"Não vou negociar com a União Europeia", afirmou Johnson numa carta, citada pela cadeia televisiva britânica. "Vou informar a União Europeia o que afirmei ao público britânico durante os meus 88 dias como primeiro-ministro: adiamento não é a solução", acrescentando que "é bem possível que os nossos amigos na UE rejeitem o pedido do parlamento para uma extensão".

Boris havia indicado no fim da votação que não iria "negociar um adiamento com a União Europeia" e que "nem a lei" o obriga a fazer tal coisa, acrescentando que "mais um adiamento seria mau para este país ou para União Europeia e mau para a democracia"



A proposta do antigo deputado conservador agora independente, Oliver Letwin, obrigou assim o governo britânico a retirar o acordo para o Brexit negociado com Bruxelas. Boris Johnson terá agora de apresentar na próxima semana a proposta de lei para regulamentar o acordo para conseguir sair da UE até 31 de outubro.

A proposta foi aprovada por 322 votos a favor e 306 votos contra graças ao apoio do Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte e de antigos deputados conservadores atualmente a exercer como independentes.

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