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Boris Johnson garante que não se demite porque tem "uma responsabilidade"

Garantia de que não deixará o cargo para evitar ter de pedir uma extensão do prazo para concretizar o Brexit com acordo.

29 de setembro de 2019 às 10:21

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, garantiu este domingo que não se vai demitir para evitar à Comissão Europeia ter que pedir que o Brexit seja adiado para lá do final de outubro. A posição do líder britânico mantém-se, apesar do parlamento ter aprovado uma lei que exige a extensão do prazo para o Reino Unido sair da União Europeia caso os deputados não aprovem um acordo com a UE.

"Não [penso em demitir-se para evitar pedir um prolongamento do prazo]. Comprometi-me em liderar o partido e o país em momentos difíceis e vou continuar. Acredito que é a minha responsabilidade", disse em entrevista à BBC. Logo a seguir à decisão do parlamento, o líder do Partido Conservador dissera que preferia aparecer "morto numa valeta" do que ir a Bruxelas pedir uma nova extensão do prazo.

Na mesma entrevista, Johnson negou ter cometido qualquer "transgressão", reagindo assim às notícias que indicam que favoreceu uma empresária norte-americana entre 2008 e 2016, quando era então mayor de Londres. O município já pediu a abertura de uma investigação ao primeiro-ministro.

A empresária e ex-modelo Jennifer Arcuri, de 34 anos, terá recebido 126 mil libras (141 mil euros) em dinheiros públicos e tido acesso privilegiado em viagens comerciais no estrangeiro e patrocínios, segundo o diário The Sunday Times revelou na semana passada.

O atual chefe de governo participou em quatro ocasiões como orador convidado em representação da empresa de Arcuri e era amigo próximo da empresária, que visitava com frequência em sua casa, segundo o jornal.

O município de Londres informou, este sábado, ter solicitado à comissão independente de queixas da polícia (Independent Police Complaints Commission), para investigar se a empresária Arcuri beneficiou da sua relação de então com o autarca.

Numa nota divulgada, o município de Londres, liderado pelo trabalhista Sadiq Khan, diz ter "informações de que um crime poderia ter sido cometido", embora "isso não signifique de forma alguma que isso esteja comprovado".

Um porta-voz de Downing Street negou qualquer conflito de interesses neste caso: "O primeiro-ministro, como prefeito de Londres, fez uma tremenda quantidade de trabalho para vender a nossa capital em todo o mundo", justificou a fonte, que disse que "tudo foi feito corretamente e da maneira normal".

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