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Boris Johnson retira lei do Brexit após derrota

Parlamento aprovou pela primeira vez o acordo do Brexit, mas logo a seguir rejeitou calendário de votação.
Ricardo Ramos 23 de Outubro de 2019 às 01:30
Boris Johnson
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O Parlamento britânico voltou esta terça-feira a lançar areia na complexa engrenagem do Brexit, ao aprovar pela primeira vez o acordo de saída do Reino Unido da UE para, logo a seguir, rejeitar o calendário da sua aprovação, numa derrota com sabor ainda mais amargo para Boris Johnson que, frustrado, decidiu retirar a legislação de discussão e ficar à espera da decisão da UE sobre um novo adiamento.

Em mais um dia histórico na Câmara dos Comuns, o destino começou por sorrir a Johnson, com os deputados a aprovarem a legislação para implementar o seu acordo do Brexit, feito nunca alcançado pela sua antecessora Theresa May.

Porém, o doce sabor de vitória rapidamente se transformou no amargo travo da derrota quando, 15 minutos depois, o Parlamento rejeitou, por 322 votos contra 308, o calendário ‘expresso’ proposto por Johnson para debater e votar a legislação, que previa a aprovação do acordo até ao final do dia de amanhã.

A pressa de Johnson foi justificada com a necessidade de aprovar o acordo antes de 31 de outubro, evitando desta forma a necessidade de um novo adiamento. No entanto, os deputados consideraram manifestamente insuficiente o período concedido para escrutínio de legislação tão complexa. Refira-se que todos os importantes tratados europeus anteriores levaram entre 10 a 40 dias a passar nos Comuns.

Johnson tinha avisado antes de votação que, em caso de derrota, retiraria a legislação e convocaria novas eleições antes do Natal. Esta terça-feira, após o ‘chumbo’ do Parlamento, cumpriu a primeira parte da promessa e colocou a legislação em ‘pausa’. Quanto à segunda parte, vai esperar pela decisão da UE sobre o pedido de adiamento que foi forçado a enviar no sábado, sabendo que uma ‘nega’ de Bruxelas provocará uma saída sem acordo do Reino Unido da UE no final do mês.

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