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BOUTIQUE COMEMORATIVA DOS FUTUROS REIS DE ESPANHA

A ideia passou-lhe que nem um raio pela cabeça quando, no passado dia 1 de Novembro, o Palácio da Zarzuela anunciou oficialmente o noivado do príncipe das Astúrias com a jornalista, Letizia Ortiz. Foi uma ideia simples, mas luminosa. Por isso José Alberto Corazon não perdeu tempo e lançou mãos à obra.
15 de Maio de 2004 às 00:00
As lojas de 'recuerdos' multiplicam-se em Madrid
As lojas de 'recuerdos' multiplicam-se em Madrid FOTO: Manuel H de Leon/EPA
A seu favor tinha o facto de ter uma larga experiência no ramo - é proprietário de algumas lojas de 'recuerdos' na capital espanhola. Só lhe faltava bater nas portas certas, falar com as pessoas indicadas. Foi o que fez. Com sucesso já que acabou por montar a única 'boutique comemorativa' da boda dos futuros reis de Espanha. É a sua galinha dos ovos de ouro.
A boutique comemorativa abriu as portas no passado dia 16 de Fevereiro na Calle Mayor, a dois passos do Palácio Real e da Catedral de Almaduena. Vende de tudo um pouco - desde chaveiros, a chávenas passando por livros até leques - e satisfaz todos os bolsos - o preço das lembranças varia entre um e seiscentos euros. "Até agora são sobretudo os nacionais que vêm aqui" diz Begonha Rodrigo, uma das empregadas. Mas aos poucos a loja começa a ser descoberta pelos muitos turistas que nestes dias visitam Espanha. " Com os estrangeiros é diferente . Olham, olham, mas compram pouco", acrescenta.
A menos de uma semana da boda real os dedais ocupam o top das vendas. " São baratos e fáceis de transportar" explica Begonha. Mas os leques também tem tido muita procura, nada mais natural, o calor começa a apertar, é preciso estar preparado caso Madrid se transforme num autêntico forno. Resumindo: o negócio vai de vento em popa e até o mais caro da loja - uma réplica em ouro branco da aliança de Letícia que custa 550 euros - já cativou alguns clientes. Enquanto fala Begonha continua a atender os clientes - são cerca de dois mil por dia - que querem saber mais informações. Não tem tido mãos a medir e só espera poupar algumas energias para o próximo dia 22 de Maio. "Quero assistir à boda, mas se isto continuar a este ritmo morro antes", desabafa. José Alberto Corazon , o proprietário da 'boutique comemorativa' não escutou os seus lamentos, mas certamente que prefere um casamento a um funeral. Porque é mais rentável.
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