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Brasil: Adolescentes lésbicas abusadas durante um ano

Duas adolescentes lésbicas, uma de 16 e a outra de 17 anos, foram libertadas do cativeiro onde eram mantidas há um ano na cidade de Paulista, no estado brasileiro de Pernambuco. Além de viverem trancadas, as jovens narraram que durante esse ano foram diariamente abusadas pelo homem que lhes ofereceu guarida e depois as prendeu.

4 de Junho de 2012 às 03:04
Jovens eram vítimas de abusos diariamente
Jovens eram vítimas de abusos diariamente FOTO: Ricardo Cabral

Segundo o relato das jovens, José Sátiro da Silva, de 55 anos, o dono da casa, é insaciável e obrigava-as a manterem relações sexuais com ele todos os dias. Para suportarem os incessantes abusos, as adolescentes revezavam-se na cama do homem.

“Cada relação era como mais uma cruel e violenta violação. Eu já fui violada várias vezes quando era mais nova e quando fazia sexo com ele a sensação era a mesma”, contou na esquadra a vítima de 17 anos. Segundo ela, o homem não as forçava físicamente, mas sempre que tentavam negar-se ao sexo ameaçava expulsá-las da habitação e ambas acabavam por ceder.

As adolescentes contaram que foram expulsas de suas casas pelas respectivas famílias quando descobriram a relação lésbica. Sem trabalho e sem dinheiro, foi nesse momento difícil que, por acaso, conheceram Sátira, que lhes ofereceu guarida em troca de elas fazerem o serviço da casa, mas depois prendeu-as e começou a violá-las.

O cativeiro e os abusos foram descobertos por acaso quando vizinhos da habitação chamaram a polícia para tentar acabar com uma barulhenta briga entre as duas adolescentes, que estavam sozinhas na habitação. Ao chegarem, os agentes perceberam que a situação era mais grave do que uma simples discussão.

“Quando chegámos, elas estavam presas num quarto, e tivemos que arrombar a porta para as libertar", contou o inspector Jorge Ferreira, da polícia local, que libertou as adolescentes. Sátira primeiro negou que mantivesse as adolescentes em cativeiro, mas depois reconheceu que quando saía as deixava trancadas, alegando que era para evitar que furtassem objectos da residência.

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