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Correio da Manhã

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Brasil ainda está longe do Conselho de Segurança da ONU

Por mais que seja uma grande potência regional e esteja a assumir cada vez mais importância no cenário e em organizações mundiais, o Brasil ainda está muito longe de conseguir uma cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, ONU, um dos seus sonhos mais ambicionados. Essa é, pelo menos, a interpretação do secretário-geral-adjunto da ONU, Thomas Stelzer, que esteve no Brasil e falou sobre o assunto. 

10 de Junho de 2013 às 12:43

"Esta é uma questão difícil. Penso que seria justo e apropriado que o número de países membros permanentes do Conselho de Segurança fosse maior, mas isso é difícil de implementar, até porque, para isso, é preciso ter o apoio do próprio Conselho", declarou Stelzer em Belém do Pará, onde participou das cerimónias em comemoração ao Dia Mundial do Ambiente. E acrescentou: “Acredito que podemos ter mais países como membros permanentes do Conselho, mas sem poder de veto. Como a ONU trabalha com representantes por região, certamente o Brasil poderia ser o representante da América Latina.”

O Conselho de Segurança é o mais importante órgão da Organização das Nações Unidas, o que realmente toma as decisões práticas decisivas, principalmente em conflitos políticos ou bélicos. É composto por cinco membros permanentes, China, Estados Unidos, Rússia, França e Inglaterra, os únicos que têm poder de veto, ou seja, se um deles vetar a resolução não é aprovada, e por vários outros membros rotativos, que não têm esse poder.

A dificuldade a curto e médio prazo de o Brasil passar a ser membro do Conselho de Segurança com poder de veto não inibe no entanto a possibilidade de o país assumir um papel cada vez mais efetivo no cenário mundial, como já está a acontecer.

O Brasil, que já comanda a força de paz da ONU no Haiti, chefia a partir desta semana também a missão de paz daquela organização no Congo, e com poder de intervenção militar.

Organismos internacionais importantes também têm brasileiros em cargos de destaque.

Na semana passada, por exemplo, o brasileiro Paulo Vannuchi, um dos homens mais próximos do ex-presidente Lula da Silva, foi eleito para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, OEA.

Há um mês, o também brasileiro Roberto de Azevedo foi eleito para o importante cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, OMC. E um outro brasileiro, José Graziano, é desde 2011 diretor-geral da FAO, o braço da Organização das Nações Unidas que combate a fome no Mundo

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