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Brasil em choque com morte cruel de menino de quatro anos às mãos do padrasto

Henry foi morto à pancada pelo padrasto, vereador no Rio de Janeiro. Mãe encobriu o crime e até tirou selfies na esquadra.

11 de abril de 2021 às 09:58

A divulgação de novos pormenores aumentou ainda mais a revolta no Brasil com a crueldade e a frieza da mãe e do padrasto de Henry Borel, de quatro anos, morto à pancada após meses de tortura. O padrasto, o vereador do Rio de Janeiro conhecido como Dr. Jairinho, e a mãe, Monique Medeiros, foram presos na quinta-feira, um mês após o crime.

Mensagens da ama alertando Monique mostram que o político, acusado de ter matado o menino à pancada a 8 de março, já o espancava há meses, trancando-se no quarto com Henry e agredindo-o, aparentemente por prazer, abafando os sons com o da televisão. Henry saía a coxear e com dores, mas Monique nunca fez nada.

Uma ex-namorada do vereador contou à polícia que ele gostava de torturar a filha dela, então com três anos, torcendo-lhe fortemente as pernas e os braços para produzir dor sem deixar marcas, e simulando afogá-la na piscina. Outra testemunha, ex-mulher do médico e político, já em 2013 o tinha denunciado por violência e afirmou que era agredida desde a noite de núpcias.

Monique, que vivia com Dr. Jairinho desde novembro, mostrou enorme frieza até na noite da morte do menino, ajudando o namorado a mudar a cena do crime para simular um acidente. A mesma frieza com que, um dia após o enterro de Henry, foi ao cabeleireiro, preocupada com a aparência, e com que, na esquadra, tirou selfies enquanto depunha.

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