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Avenida Sapucaí foi palco de um Carnaval animado e com muita rivalidade por parte das escolas de samba.
A tecnologia que deu um toque diferente aos desfiles das escolas de samba do principal grupo do Rio de Janeiro, este Carnaval, teve o seu auge na madrugada de terça-feira, no último dia das apresentações, quando a Portela levou para a Avenida um drone (veículo aéreo não tripulado) em forma de águia, o seu símbolo. Para surpresa e delírio da multidão, que lotou mais uma vez as arquibancadas do sambódromo da Avenida Sapucaí, o drone fez repetidos voos sobre o desfile, entre aplausos e olhares atentos.
Além da surpresa tecnológica, a Portela, quinta das seis escolas que desfilaram nesta madrugada, e maior campeã do Carnaval carioca, com 21 títulos, mas que não consegue vencer há 29 anos, levou para a avenida um enredo primoroso narrando a história da própria cidade do Rio de Janeiro. Com o mar azul, tom predominante da escola, como fio condutor de todo o enredo, a Portela evocou momentos épicos da cidade, como a grande batalha entre portugueses e franceses que deu origem à criação da hoje famosa capital carioca, até eventos bem contemporâneos, como os protestos que começaram em junho passado, tudo com muito luxo, empolgamento dos 3800 membros que desfilaram e aplausos permanentes dos espectadores.
A primeira escola a desfilar, a Mocidade Independente de Padre Miguel, superou os graves problemas que enfrentou depois da renúncia do seu presidente, Paulo Viana, no dia 5 de fevereiro, e fez uma apresentação impecável homenageando o já falecido carnavalesco Fernando Pinto, com o qual a agremiação conquistou um dos seus títulos mais memoráveis, em 1985. Com muita criatividade, a escola inovou na comissão de frente, ao convidar o público a embarcar numa nave espacial semelhante à da vinheta que nos anos 1980 abria o programa da apresentadora Xuxa, na Tv Globo. A certa altura, os cantores deixarem inesperadamente o ritmo do samba e cantarem a letra do enredo em ritmo de forró, tradicional no nordeste do Brasil, de onde o homenageado era natural.
Num tom absolutamente irreverente, bem de acordo com o tema, a União da Ilha do Governador, segunda a apresentar-se na última noite de desfiles, apresentou um enredo sobre brinquedos e brincadeiras, falando da infância e das coisas que fizeram e fazem a alegria dos mais novos, desde os lendários peões e cavalos com cabo de vassoura, soldadinhos de chumbo e bonecas de todos os tipos, até aos atuais videojogos e outros jogos e brinquedos eletrónicos. A escola seguinte, a terceira a desfilar, a Unidos de Vila Isabel, campeã do Carnaval de 2013 com um enredo sobre a vida no interior, praticamente repetiu a fórmula, evocando e enaltecendo este ano a diversidade étnica e cultural do povo brasileiro, mas, com graves problemas financeiros e de atraso na entrega de adereços, a escola desfilou com muitas falhas e dezenas de componentes usando apenas parte das fantasias previstas.
A "Imperatriz Leopoldinense", quarta escola a entrar na Sapucaí, levantou o público ao narrar a história de Zico, um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro e empolgou com um samba fácil de decorar, mas também teve alguma infelicidade, pois um dos seus carros alegóricos, representando um enorme jogo de matraquilhos, era muito parecido com outro apresentado horas antes pela União da Ilha do Governador, e a sua ala das baianas, com bolas nos pés, parecia-se com a que a escola anterior, a Unidos de Vila Isabel, tinha apresentado pouco antes.
A noite foi encerrada com o desfile da Unidos da Tijuca, que fez também uma homenagem, desta feita ao saudoso campeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, falecido há 20 anos, e a escola, perguntando no seu enredo quem seria capaz de vencer o ídolo brasileiro, considerado um dos pilotos mais velozes do mundo na sua época, levou para a avenida outros ícones da velocidade, como The Flash, o Papa-Léguas e até um comboio de alta velocidade, o trem-bala.
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