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Correio da Manhã

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Brasil: Protesto em casamento acaba em confronto

Cerca de 50 manifestantes concentraram-se junto à igreja, onde criticaram o empresário conhecido como o 'Rei dos Autocarros' do Rio de Janeiro, Brasil, pelo mau serviço prestado à população.
14 de Julho de 2013 às 19:09

Um protesto pacífico e bem humorado durante o casamento da neta do chamado "Rei dos Autocarros", do Rio de Janeiro, Brasil,  terminou em confronto com a polícia na madrugada deste domingo, após um dos convidados da noiva ter ferido um dos manifestantes.

O rapaz ferido, Juan Martins do Nascimento, de 24 anos, levou 12 pontos na testa e regressou a casa após ter alta da unidade hospitalar onde foi atendido, em Copacabana.

O protesto começou na noite de sábado junto à Igreja do Carmo, no centro da cidade, onde decorreu o casamento religioso de Beatriz Barata, neta de Jacob Barata, o dono da maior frota de autocarros dos transportes coletivos da capital carioca e um dos símbolos do que os manifestantes consideraram o mau serviço prestado à população.

Cerca de 50 manifestantes, entre eles uma mulher vestida de noiva empunhando um cartaz contra a baixa qualidade dos serviços prestados pelas empresas de Jacob, concentraram-se junto à igreja e criticaram o empresário de forma divertida e ordeira.

Quando a cerimónia religiosa terminou e os noivos e convidados rumaram para o luxuoso Hotel Copacabana Palace, em Copacabana, zona sul da capital carioca, onde decorreu a festa de casamento, os manifestantes, nessa altura já cerca de 200, concentraram-se no passeio em frente. Tudo ia bem, novamente de forma ordeira e bem humorada, até que, já na madrugada deste domingo, um dos convidados da festa arremessou de uma janela do segundo andar um pesado cinzeiro de vidro maciço contra os manifestantes.

 Juan foi atingido na testa e sofreu um corte profundo, ficando com o rosto e o peito banhados em sangue. A agressão ao jovem provocou uma onda de revolta nos manifestantes, e começou o tumulto.

Os manifestantes começaram a arremessar pedras e outros objetos contra a fachada e as janelas do Copacabana Palace, e a polícia, até aí tão tranquila quanto os participantes no protesto, carregou com bastões e bombas de gás lacrimogéneo para dispersar o grupo.

As autoridades abriram uma investigação para apurar quem atirou o cinzeiro, e a advogada do jovem ferido, Heloísa Sami, anunciou que vai pedir indemnização ao hotel e à família da noiva.

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