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Brexit: Ministro das Finanças britânico afasta-se da linha dura

Hammond tem defendido uma linha mais suave para a saída britânica da União Europeia.
Lusa 20 de Junho de 2017 às 17:06
Philip Hammond
Philip Hammond
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Philip Hammond
O ministro das Finanças do Reino Unido defendeu esta terça-feira uma abordagem "suave" do 'Brexit', saída britânica da União Europeia (UE), para tranquilizar os meios empresariais, preocupados com a linha dura seguida pela primeira-ministra, Theresa May.

"A nossa saída da UE está em curso" e é preciso "garantir que o caminho será suave para uma futura parceria aprofundada e especial com os nossos vizinhos europeus, que proteja o emprego, a prosperidade e o nível de vida no Reino Unido", declarou Philip Hammond, numa intervenção perante a comunidade financeira de Londres.

O discurso na City de Londres, muito aguardado, deveria ter sido proferido na passada quinta-feira, mas foi adiado devido ao incêndio numa torre de habitação da capital britânica que causou dezenas de mortos.

Hammond afirmou que a construção deste caminho vai "necessitar de toda a competência e diplomacia que possa ser mobilizada", um dia depois do início formal das negociações entre Bruxelas e Londres.

A imprensa britânica faz esta terça-feira algumas críticas ao ministro para o 'Brexit', David Davis, defensor de uma linha dura em relação a Bruxelas, mas que teve de aceitar as condições da UE sobre o calendário das conversações.

Hammond tem defendido uma linha mais suave para o 'Brexit', depois da preocupação que os meios empresariais revelaram com o resultado do referendo de junho de 2016 e com as consequências de uma saída abrupta da UE.

Para evitar mudanças repentinas, Hammond reiterou o seu desejo de firmar acordos de transição, nomeadamente quanto à união aduaneira.

O Reino Unido vai continuar aberto "ao talento, às ideias e aos capitais que permitiram o sucesso da economia no passado", disse Hammond.

"Procuramos regular as migrações e não travá-las", adiantou, numa altura em que também há preocupações quanto à diminuição da mão-de-obra no futuro com previsíveis restrições na imigração.

A Federação de Pequenas Empresas (FSB) reagiu a esta intervenção considerando que Hammond "ouve as necessidades da comunidade empresarial".
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