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Bruno começa a ser julgado pela morte de Eliza Samúdio

O ex-guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes, começa a ser julgado segunda-feira pela morte da modelo Eliza Samúdio, que desapareceu em Junho de 2010. O julgamento, previsto para durar pelo menos duas semanas, decorre no Tribunal de Contagem, cidade na área metropolitana de Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais.
18 de Novembro de 2012 às 18:32
Bruno Fernandes era guarda-redes do Flamenco à altura dos factos
Bruno Fernandes era guarda-redes do Flamenco à altura dos factos FOTO: Alex de Jesus/Reuters

Além de Bruno, vão ser julgados o melhor amigo e braço direito do futebolista, Luis Henrique Ferreira Romão, 'Macarrão', o ex-polícia Marcos Aparecido dos Santos, 'Bola' e mais dois arguidos. Dos outros quatro acusados pelo crime, um, Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno e testemunha-chave, foi assassinado em Agosto passado, outro foi absolvido antecipadamente e os outros dois serão julgados posteriormente.

De acordo com a acusação, Eliza, então com 25 anos, que exigia de Bruno o reconhecimento de um filho, hoje com dois anos e meio, foi raptada num hotel do Rio de Janeiro por 'Macarrão' a mando do futebolista e levada para o apartamento deste na capital carioca, onde foi mantida em cativeiro. Depois, ainda segundo a polícia, a modelo foi levada, ferida na cabeça por agressões com a coronha de uma arma, para a casa de campo de Bruno em Esmeraldas, no estado de Minas Gerais, assassinada e esquartejada por 'Bola', que deu os restos mortais da jovem aos seus ferozes cães de guarda.

Este último facto, que choca e é um agravante da acusação, pode no entanto favorecer a defesa de Bruno e dos demais arguidos. Sem o corpo da vítima, e sem que tenham sido encontrados vestígios de sangue ou outros na casa de 'Bola', em Vespasiano, cidade vizinha a Contagem, a defesa vai argumentar que não há como provar o crime, muito menos que o guarda-redes esteja envolvido.

Todo o processo foi bastante tumultuoso, com constantes trocas de advogado de defesa, mudanças de tese dos defensores sobre o que realmente aconteceu e com testemunhas mudando os seus depoimentos iniciais, que comprometiam o jogador. Nos últimos dois anos, dezenas de informações sobre o paradeiro do corpo de Eliza foram investigadas pela polícia, mas até hoje o corpo da jovem não foi localizado nem se confirmaram versões de que ela, na verdade, estaria viva.

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