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Correio da Manhã

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Bruno poupa filho no último instante

O pequeno Bruno, filho de Eliza Samúdio e do guarda-redes do Flamengo, Bruno Souza, acusado da morte da modelo, foi salvo no último momento pelo jogador.
11 de Julho de 2010 às 00:30
A detenção do guarda-redes titular do Flamengo, acusado da morte de Eliza, está a chocar o Brasil
A detenção do guarda-redes titular do Flamengo, acusado da morte de Eliza, está a chocar o Brasil FOTO: Reuters

Levado para o local onde a mãe foi morta e esquartejada, o bebé, que ontem completou cinco meses de vida, assistiu ao crime e ia ser sacrificado em seguida. Mas Bruno, num gesto repentino, acabou por poupar a criança.

De acordo com a polícia de Minas Gerais, que sustenta a sua tese dos acontecimentos baseada em testemunhos dos outros suspeitos (que se encontram detidos) que presenciaram o crime, quando, após a execução de Eliza, o menino ia ser morto, Bruno, que assistira impassível ao suplício da ex--amante, tirou a criança do colo de ‘Macarrão’, seu braço-direito, que ia entregá-la ao ex-polícia Marcos Santos, acusado de executar a jovem de 25 anos. Como se repentinamente reconhecesse a criança como filho – o que sempre negara e que terá levado a decidir matar Eliza, que exigia esse reconhecimento na Justiça –, Bruno terá afirmado então que decidira criar o menino.

Ainda de acordo com as informações dos investigadores policiais, Bruno mudou o nome do filho, que foi baptizado também como Bruno, para Ryan, e ia comprar documentos falsos para que o menino passasse a ser oficialmente seu filho e da sua mulher, Dayane Souza, também já detida.

Entretanto, o advogado Ércio Quaresma Firpe, que estranhamente defende Bruno e todos os outros acusados, mesmo tendo eles versões antagónicas, afirmou que vai contratar médicos forenses e outros peritos para levar a cabo investigações particulares. Famoso por conseguir ilibar acusados e manter outros, já condenados, em liberdade, Firpe considera que a versão da polícia é absolutamente fantasiosa e mirabolante e que facilmente cairá por terra.

PORMENORES

AUSÊNCIA DE CORPO

Segundo reputados criminalistas brasileiros, a ausência do corpo da vítima, como poderá ocorrer no caso de Eliza Samúdio, não impede a condenação, mas assim sendo as outras provas testemunhais ou periciais têm de ser inequívocas.

TESTEMUNHA PROTEGIDA

A Justiça do Rio colocou num programa de protecção a testemunhas o padrasto do jovem de 17 anos que se encontra preso, cujo depoimento foi vital para decretar a prisão do futebolista. O homem, recorde-se, afirmou a uma rádio que o seu enteado tinha presenciado o crime.

CÃES-PISTEIROS

Cães-pisteiros continuaram ontem a vasculhar várias propriedades na zona rural de Esmeraldas, a cidade onde Bruno tem uma casa de campo e onde permaneceu Eliza Samúdio antes de ter sido brutalmente assassinada.

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