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Bruxelas garante esforços para ultrapassar surto de coronavírus "o mais rapidamente possível"

Comissão Europeia vinca que este é um "momento fundamental" para os países da UE adotarem medidas.
Lusa 6 de Março de 2020 às 10:02
Coronavírus
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A Comissão Europeia garantiu esta sexta-feira "fazer tudo o que pode" para ultrapassar o surto do novo coronavírus "o mais rapidamente possível", vincando que este é um "momento fundamental" para os países da União Europeia (UE) adotarem medidas.

"Quero aproveitar esta oportunidade para enviar as minhas condolências a todos os que foram afetados por este recente surto e para garantir que estamos a fazer tudo o que é possível, enquanto Comissão Europeia e com os Estados-membros, para o ultrapassar o mais rapidamente possível", declarou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.

Em declarações prestadas à imprensa na entrada para uma reunião dos ministros da Saúde da UE sobre o surto, em Bruxelas, a responsável notou que "Conselho de hoje é realizado num momento fundamental no que toca aos esforços para enfrentar o desafio do Covid-19".

"Vamos olhar para a preparação dos Estados-membros, as suas necessidades, mas também para a necessidade de sermos solidários neste momento", concluiu Stella Kyriakides.

Os ministros da Saúde da UE têm hoje em Bruxelas nova reunião extraordinária, a segunda em menos de um mês, para discutir medidas coordenadas de resposta ao surto de Covid-19, que continua a propagar-se na Europa.

Esta reunião, na qual Portugal estará representado pela ministra da Saúde, Marta Temido, realiza-se cerca de três semanas após um primeiro Conselho de Saúde extraordinário, celebrado em 13 de fevereiro em Bruxelas, para discutir o reforço da coordenação entre os Estados-membros nos esforços de contenção da propagação do novo coronavírus, que se intensificou entretanto, levando a que a avaliação de risco na UE tenha sido aumentada para "moderado a elevado".

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.450 mortos e infetou mais de 97 mil pessoas em pelo menos 86 países, incluindo nove em Portugal.

Até à meia-noite de sexta-feira (16:00 horas de quinta-feira, em Lisboa), a China continental, que exclui Macau e Hong Kong, somava, no total, 3.042 mortes e 80.552 casos de infeção, mais de 80% do conjunto global em todo o mundo, apesar dos surtos recentes em Itália, Irão, Coreia do Sul e Japão.

A China informou que mais de 53.700 pessoas receberam alta no país desde o início do surto.

Além dos 3.042 mortos na China Continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos, Filipinas, Espanha, Reino Unido e Iraque.

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