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Burgess deixa investigação à morte de Diana e Dodi

A investigação à morte da princesa Diana volta a conhecer um novo revés com o abandono do procurador Michael Burgess, responsável por todo o processo, alegando excesso de trabalho. O pedido foi feito anteontem e surpreendeu Inglaterra.

23 de julho de 2006 às 00:00

Numa carta enviada a todas as partes interessadas, incluindo o príncipe Carlos, a Scotland Yard e Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, também vítima no acidente de 31 de Agosto em Paris, Michael Burgess justifica a decisão com a excessiva carga de trabalho no condado de Surrey, onde exerce a posição de médico legista.

De acordo com o jornal ‘Daily Mail’, Burgess escreveu que não conseguia dedicar a atenção devida ao caso de Diana que, nesta fase, necessita de total empenho para ser devidamente analisado. Porém, acredita-se que Burgess receie não conseguir lidar com o caso devido às constantes teorias da conspiração, aos custos crescentes e ao facto de a investigação ainda estar longe da conclusão.

Em Janeiro de 2004, quando assumiu a investigação da morte da princesa Diana e de Dodi al-Fayed, Michael Burgess nomeou Sir John Stevens, antigo chefe da Scotland Yard, para liderar o processo no terreno, procurando a verdade em todas as pistas que surgiram após a colisão do Mercedes com um pilar do túnel de Alma em Paris.

Desde então, foram gastos quase seis milhões de euros e, esta decisão de Burgess arrastará consigo um atraso significativo em todo o processo. Nove anos volvidos desde a morte de Diana e Dodi, ainda não existia uma data para o início das audiências. Com o abandono do líder das investigações, os especialistas duvidam que as mesmas comecem no ano de comemoração do 10.º aniversário do acidente e apontam com muita hesitação 2008 como data provável.

Uma das justificações apontadas para a demora é Mohamed al-Fayed, o principal defensor da teoria de assassinato. Al-Fayed acredita que Diana e Dodi foram vítimas de um atentado orquestrado pelos Serviços Secretos Britânicos para evitar o casamento da princesa com um muçulmano. A isto acrescenta-se o facto de Lord Stevens querer apresentar um relatório preliminar no qual defende que a morte foi consequência de um ‘simples’ acidente de viação, não corroborando a teoria de tentativa de assassinato.

Perante estes factos, em Inglaterra especula-se que o abandono de Michael Burgess esteja directamente relacionado à divulgação do relatório de Lord Stevens que promete agitar ainda mais todo o caso da morte da princesa Diana e Dodi al-Fayed.

Michael Burgess, de 60 anos, formou-se em advocacia em 1970 e exerceu funções em Surrey, condado localizado no Sul de Inglaterra. Nove anos depois, Burgess foi nomeado delegado do Ministério Público adjunto de Surrey e, em 1986, recebeu a promoção para o cargo que ainda hoje ocupa, o de procurador do condado. Em 1991 vê o seu trabalho reconhecido pela Casa Real de Inglaterra que lhe oferece o posto de procurador adjunto. Com a reforma do procurador da Casa real, John Burton, em 2002, Burgess passa a ocupar o seu lugar.

O magistrado é membro honorário da Sociedade de Procuradores de Inglaterra e de Gales de 1991 até Outubro de 2003. Durante esse período, Michael Burgess investigou e escreveu uma das principais obras da especialidade: ‘Society’s Practice Notes for Coroners’. Além de tudo isto, Burgess é conselheiro do Ministério do Interior e um dos principais oradores em programas de formação de investigadores legais.

Em 2004, quando começou a investigar a morte da princesa Diana, Burgess prometeu investigar o caso até às ultimas consequências e “separar os factos da ficção e especulação”.

ACTO SEXUAL EM PLENA FUGA AOS 'PAPARAZZI'

A mais recente teoria em torno da morte da Lady Di acrescenta mais um ponto ao já extenso ‘conto’. De acordo com a Imprensa inglesa, uma testemunha garante que Diana estaria a fazer sexo oral a Dodi al-Fayed durante a fuga aos ‘paparazzi’ pelas ruas de Paris.

A revista espanhola ‘Intervíu’ também da conta do relato, chegando mesmo a publicar uma foto de Diana ainda nos destroços do acidente. “Abro a porta da direita e vejo Dodi deslocado sobre o assento, tombado frente a mim de olhos entreabertos. Tento levantar Diana que se encontrava sobre o ventre de Dodi e, ao faze-lo, reparo que ele está com o sexo erecto”, afirmou a alegada testemunha, um dos primeiros fotógrafos a chegar ao local.

De imediato surgiram vozes contra a revista, insurgindo-se com a publicação da foto e dos croquis do médico que autopsiou Diana. William e Harry, os filhos, são os que mais sofrem com todas estas notícias. “Deixem a nossa mãe em paz”, afirmaram os príncipes num comunicado enviado à Comunicação Social.

DO ACIDENTE À GRAVIDEZ ESCONDIDA

Realidade ou ficção? A resposta parece ser complicada face às inúmeras teorias que envolvem a morte da princesa Diana. Do simples acidente provocado pelo motorista alcoolizado, passando pelo misterioso embalsamento do corpo para ocultar uma possível gravidez ou o envolvimento dos Serviços Secretos britânicos, numa tentativa de evitar o casamento de Diana com um muçulmano, o desaparecimento da princesa continua, ano após ano, a revelar pormenores cada vez mais estranhos e sórdidos. A

pesar dos esforços para encontrar a verdade, a morte de Diana continuará a fazer as maravilhas dos ‘homens da conspiração’, dos tablóides sensacionalistas e das revistas cor-de-rosa. No dia 31 de Agosto de 1997 nasceu um mito e esses, não morrem.

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