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Correio da Manhã

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Bush hospedado em hotel fortaleza

Um gigantesco aparato de segurança foi montado em Jerusalém para receber, hoje, o presidente George W. Bush na sua primeira visita a Israel e aos territórios palestinianos.
9 de Janeiro de 2008 às 00:00
Cerca de dez mil polícias patrulham a cidade santa, e o hotel Rei David, onde ficará alojado o presidente dos EUA nos três dias da sua estada, foi transformado numa verdadeira fortaleza. Bush afirma-se optimista quanto ao relançamento do processo de paz, objectivo primeiro da visita, mas os principais grupos militantes palestinianos declararam-no “persona non grata” e prometem boicotar qualquer gesto de conciliação com o Estado judaico.
A entrada do hotel, antiga sede do comando militar britânico nos anos do protectorado (1920--1948), foi isolada por uma barreira de segurança e por tendas especiais destinadas a impedir a visão.
No interior, só pode permanecer a comitiva presidencial. O último cliente partiu terça-feira, e no hotel nem mesmo o pessoal de serviço poderá circular. Ainda assim, o hotel vai fornecer um serviço de luxo. Ao que se sabe, o presidente, hospedado na suite real, terá direito a objectos de higiene pessoal com as iniciais gravadas e o serviço de quartos vai entregar-lhe uma taça de cereais e frutas às 05h30 (07h30 em Portugal).
Em redor do Rei David foi tudo minuciosamente inspeccionado, incluindo os esgotos, vasculhados por robôs, e, a partir de hoje, as ruas próximas ficam bloqueadas. Os telhados dos prédios próximos são ocupados por atiradores e um balão com câmaras de visão nocturna sobrevoará o hotel até à partida do presidente, na sexta-feira. O périplo do presidente passa, depois, pelo Koweit, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egipto.
O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, tiveram ontem um encontro preparatório, mas mesmo a Fatah, facção de Abbas na OLP, alinhou com os radicais do Hamas e da Jihad Islâmica para condenar a visita de Bush. As negociações são “uma perda de tempo e não satisfazem os direitos dos palestinianos”, afirmou um dirigente do Hamas.
Depois de um início hesitante, em Novembro, em Annapolis, EUA, o reatar do processo de paz promovido por Bush parece condenado a ficar-se, de novo, pelas intenções.
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