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Correio da Manhã

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Bush pede oportunidade ao Congresso

O presidente dos EUA, George W. Bush, pediu ontem ao Congresso, dominado pelos seus rivais democratas, para dar “uma oportunidade” à sua nova estratégia para o Iraque, que passa pelo envio de mais 21.500 soldados para reforçar o contingente destacado naquele país.
24 de Janeiro de 2007 às 08:29
Num discurso sobre o Estado da União contido e sem novidades, Bush apelou à cooperação entre o Congresso e a Casa Branca, salientando que nada é mais importante neste momento para os EUA do que conseguir ter êxito no Médio Oriente e no Iraque.
Nesse sentido, o presidente norte-americano, enfraquecido pelos resultados das últimas sondagens em que registou os índices de popularidade mais baixos de sempre desde que chegou à Casa Branca, pediu ao Congresso “uma oportunidade” para o seu plano funcionar.
Repetindo várias vezes o apelo à cooperação com a nova maioria democrata no Congresso, Bush defendeu que a vitória dos EUA ainda é possível alegando que muitos congressistas entendem que Washington não deve fracassar no objectivo de pacificação do Iraque.
O presidente norte-americano advertiu que se as tropas norte-americanas abandonarem o Iraque antes deste objectivo ser cumprido, o governo iraquiano poderá ser derrotado pelos extremistas e, com o tempo, a violência alastrar a toda a região.
Durante a sua intervenção anual perante o Congresso, Bush voltou a acusar o regime iraniano de apoiar o terrorismo internacional, de estar interessado na desestabilização do Iraque e de procurar conseguir armas nucleares, alertando para o crescente perigo dos extremistas xiitas.
No que diz respeito à política interna, o presidente norte-americano apresentou um plano de redução do consumo de gasolina em 20 por cento nos próximos dez anos, admitindo, pela primeira vez, estar “preocupado” com as alterações climáticas.
Excluindo a possibilidade de vir a recorrer a uma subida dos impostos, Bush apresentou ainda um projecto destinado a tentar reduzir o défice fiscal nos próximos cinco anos, que passa por um maior controlo da despesa pública.
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