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Correio da Manhã

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Bush promete 550 milhões para África

Os EUA vão anunciar um pacote de ajuda financeira a África de 550 milhões de euros, como parte de uma iniciativa humanitária conjunta com o Reino Unido. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está em Washington para negociar os termos do plano e afirmou ontem que o acordo está próximo, apesar de reconhecer que há limitações sérias impostas pelo presidente George W. Bush a um projecto que incluía o perdão da dívida aos países africanos e medidas de financiamento de vacinação das populações.
8 de Junho de 2005 às 00:00
Blair debate com Bush um acordo para apoio ao continente africano
Blair debate com Bush um acordo para apoio ao continente africano FOTO: Kevin Lamarque/Reuters
Bush rejeitou frontalmente estes dois aspectos do plano britânico e ainda a proposta de alocação de 0,7% do PIB dos EUA para ajuda internacional. Blair deseja apresentar esta proposta a todos os países membros do G8 na próxima cimeira da organização, em Julho, na Escócia.
Querendo esbater o facto de o seu plano ter ficado mutilado com as restrições americanas, Blair garantia ontem que um acordo está próximo. “Não vamos insistir nas vacinas e nos 0,7% de auxílio, pois já tornaram claro que não vão fazer isso”, afirmou Blair.
No entanto, a ajuda financeira prometida por Washington mereceu críticas imediatas da parte de organizações humanitárias, que a consideram “uma gota de água no oceano”.
Algumas organizações não disfarçaram mesmo a revolta com a recusa de aspectos cruciais do plano britânico. A Oxfam, por exemplo, considerou que Blair não deve ceder, pois se o fizer isso será visto “como uma traição a África”.
Os 550 milhões de dólares são destinados na sua maioria ao alívio da fome na Etiópia e Eritreia. O dinheiro fazia parte do orçamento dos EUA dedicado a auxílio humanitário, mas não tinha ainda sido destinado a nenhum país em particular.
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