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Correio da Manhã

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Bush reitera não à tortura de suspeitos

Numa reacção à denuncia da existência de prisões secretas da CIA na Europa de Leste, o presidente dos EUA defendeu ontem vigorosamente o método americano de interrogar suspeitos e assegurou que não há o recurso à tortura.
8 de Novembro de 2005 às 00:00
“Não torturamos. Há um inimigo que se esconde, conspira e planeia e que quer fazer mal à América outra vez. Por isso, podem apostar que vamos persegui-los agressivamente, mas fá-lo-emos no cumprimento da lei”, declarou George W. Bush durante uma conferência de Imprensa no Pananá, adiantando: “O nosso país está em guerra e o governo tem a obrigação de defender os cidadãos. Estamos a deter terroristas e a levá-los à Justiça.”
O presidente americano fez estas declarações na sequência da denúncia feita pelo ‘Washington Post’ sobre a existência de prisões clandestinas geridas pela CIA na Europa de Leste, nas quais os presos são torturados e não têm direitos legais.
A Casa Branca não confirmou nem desmentiu a existência destas prisões e a União Europeia prometeu uma investigação.
Recorde-se que o Senado americano aprovou, à revelia da administração Bush, uma lei que proíbe a tortura. Perante esta derrota, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, está a tentar negociar uma excepção para a CIA. O presidente americano fez estas declarações no fim do seu périplo à América Latina.
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