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Cabo Verde nos 5.000 infetados por Covid-19 em seis meses e casos diários desde 28 de maio

Cabo Verde diagnosticou de 19 de março a 16 de setembro um total de 4.978 casos de Covid-19.
Lusa 17 de Setembro de 2020 às 09:59
Criança lava as mãos com gel desinfetante
Criança lava as mãos com gel desinfetante FOTO: Getty Images
Cabo Verde completa no sábado seis meses desde que o primeiro caso de covid-19 foi diagnosticado, tendo já confirmado cerca de 5.000 infetados e desde 28 de maio que não há um dia sem novos doentes detetados.

De acordo com dados do Ministério da Saúde compilados esta quinta-feira pela Lusa, Cabo Verde diagnosticou de 19 de março a 16 de setembro um total de 4.978 casos de covid-19, a um ritmo que já este mês chegou a um pico máximo diário de 102 amostras positivas em praticamente seis meses.

Desde 28 de maio, quando o país contava menos de 400 infetados, que Cabo Verde não deixa de registar casos diários de covid-19 diagnosticados nos laboratórios entretanto instalados na cidade da Praia e nas ilhas de São Vicente e do Sal.

Em 19 de março, um turista inglês na ilha da Boa Vista foi o primeiro caso positivo da doença em Cabo Verde -- acabaria por morrer dias depois -, sendo que nessa altura as amostras ainda eram enviadas para processamento em Portugal.

Desde então, 47 pessoas já morreram com problemas associados à doença no arquipélago.

Contudo, dos 4.978 casos confirmados até ao momento -- metade dos quais diagnosticados no último mês e meio -, praticamente 90% já foram dados como recuperados, permanecendo 499 casos ativos da doença.

Desse total, a Praia, na ilha de Santiago, concentra a preocupação, com 2.916 casos diagnosticados da doença, seguido da ilha do Sal, com um acumulado de 654 casos confirmados até ao momento.

No pequeno município de Mosteiros, ilha do Fogo, desde 17 de agosto que o surto local então detetado não para de crescer e já ultrapassou a centena e meia de doentes.

Oficialmente, a doença já chegou a 19 dos 22 municípios do país e a oito das nove ilhas habitadas, com exceção da Brava.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou este mês, em entrevista à agência Lusa, que a fiscalização ao cumprimento das normas sanitárias de prevenção à covid-19 serão reforçadas, com "tolerância zero" aos "incumpridores".

Para o chefe do Governo, de "uma forma geral" a população está a levar a sério as medidas de prevenção à transmissão da pandemia, "mas basta que uma percentagem minoritária não leve a sério para haver problemas de propagação".

"Uma minoria pode contagiar muita gente se tiver comportamentos irresponsáveis. Medidas de prevenção e de fiscalização têm sido permanentes", afirmou.

Atualmente, e até final de outubro, as ilhas do Fogo, de Santiago e do Sal permanecem em estado de calamidade, com medidas restritivas ao funcionamento, por exemplo, de estabelecimentos comerciais, para conter a transmissão da covid-19.

"Tem havido encerramentos de estabelecimentos e detenção de pessoas, vamos ser mais implacáveis: distinguir com selo de qualidade (safe & clean) aqueles que cumprem e penalizar com tolerância zero os incumpridores", garantiu Ulisses Correia e Silva.

De acordo com a avaliação semanal do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), divulgada no início de setembro, Cabo Verde é o segundo país do continente mais afetado, proporcionalmente, por casos de covid-19, apenas atrás da África do Sul, ao registar 647 casos da doença por cada 100 mil habitantes.

Contudo, Ulisses Correia e Silva, recordou que Cabo Verde é também o país africano "que mais testes realiza proporcionalmente à população".

"Mais de 50 mil testes PCR realizados e outros tantos testes rápidos. E esse número vai crescer por causa da obrigatoriedade de realização de testes nas viagens marítimas e áreas. Para além disso, a massificação de testes faz parte da estratégia de despistagem para o isolamento dos infetados", acrescentou o primeiro-ministro.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 936.095 mortos e mais de 29,6 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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