Governo cabo-verdiano anunciou que tem 15 milhões de dólares (cerca de 12,3 milhões de euros) garantidos para implementar o plano de vacinação contra a Covid-19.
Cabo Verde prevê receber ainda no primeiro trimestre deste ano cerca de 220 mil doses de vacinas contra a covid-19 da Pfizer e imunizar 20% da sua população, anunciou esta sexta-feira o ministro da Saúde e da Segurança Social.
Em declarações na cidade da Praia, à margem da inauguração de obras no Hospital Agostinho Neto, Arlindo do Rosário avançou que as vacinas vão ser adquiridas através da plataforma Covax - promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Aliança para as Vacinas.
"Muito provavelmente nesta primeira fase vamos ter a Pfizer. É uma vacina que traz algum desafio, na medida em que precisa ser conservada a temperaturas negativas, até menos de 70 graus, mas já temos as arcas necessárias para conservação", afirmou o ministro.
Ainda segundo o governante, as vacinas serão adquiridas no âmbito da plataforma global, que determina que cada país tem direito, numa primeira fase, a doses suficientes para vacinar cerca de 20% da sua população com duas doses, em que no caso de Cabo Verde são pouco mais de 100 mil pessoas.
Apesar de sublinhar o "grau de fiabilidade bastante grande" da vacina da Pfizer, o ministro não descartou a possibilidade de o país adquirir mais doses posteriormente de outros laboratórios.
"Estaremos abertos, desde que hajam vacinas certificadas em termos de biossegurança e qualidade, estaremos a avançar para outras", enfatizou o titular da pasta da Saúde de Cabo Verde, esclarecendo que as vacinas serão adquiridas pelo país de forma gratuita.
O Governo cabo-verdiano anunciou na quinta-feira que tem 15 milhões de dólares (cerca de 12,3 milhões de euros) garantidos para implementar o plano de vacinação contra a covid-19, que vai cobrir na primeira fase 95% da população de risco.
Arlindo do Rosário disse que os valores até agora mobilizados, junto do Banco Mundial e de um programa da sub-região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), vão servir para adquirir mais vacinas no futuro.
A vacinação em Cabo Vede vai começar pelos profissionais de saúde e pelas pessoas "com maior risco de ter a forma grave da covid-19".
Segundo o Governo, a lista prioritária integra ainda os elementos "que estão na linha da frente", como a Polícia Nacional, a Proteção Civil e as Forças Armadas.
Mas também "as pessoas que trabalham no domínio do turismo, no sentido de dar mais segurança aos turistas", setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde.
O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse no início do ano que estão a ser "criadas as condições" para introduzir a vacina no arquipélago, para os grupos prioritários, durante o primeiro trimestre, e que o financiamento para a sua aquisição está garantido.
Já o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pediu que seja continuado um "combate determinado e inteligente" aos efeitos da covid-19, esperando pela disponibilização em breve da vacina contra o novo coronavírus no arquipélago.
Cabo Verde tinha até quinta-feira um acumulado de 13.307 casos positivos desde 19 de março, dos quais 122 óbitos, 12.517 casos recuperados e tinha 663 casos ativos.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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