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Correio da Manhã

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CAÇA AO TERRORISTA

A Polícia saudita lançou ontem uma gigantesca operação de caça ao homem para tentar localizar e capturar os três terroristas da al-Qaeda que no domingo conseguiram escapar do complexo petrolífero de al-Khobar após terem assassinado 22 pessoas, na sua maioria trabalhadores estrangeiros.
1 de Junho de 2004 às 00:00
Fontes diplomáticas avisaram entretanto que existem “fortes possibilidades” da Arábia Saudita voltar a ser alvo de ataques terroristas espectaculares nos tempos mais próximos.
Dezenas de controlos policiais foram montados nas principais estadas do país, acompanhadas pelo reforço do patrulhamento, em especial nas cidades, numa tentativa de encontrar os três terroristas que se encontram a monte desde a manhã de domingo, altura em que, usando reféns como escudos humanos, conseguiram escapar ao cerco policial na cidade de al-Khobar.
Os terroristas lograram escapar num carro roubado – que ontem foi encontrado pela Polícia na cidade vizinha de Dammam – após terem libertado os reféns que lhes serviram de cobertura. Aliás, segundo várias testemunhas, as forças de segurança que tomaram de assalto o complexo Oasis, onde os terroristas se encontravam entrincheirados desde sábado, terão aceitado deixá-los partir depois de estes terem ameaçado fazer explodir o edifício e matar todos os reféns.
Os terroristas, recorde-se, mataram 22 pessoas, tendo atacado deliberadamente civis ocidentais ou cristãos. Várias pessoas residentes no complexo (ver apoio) só escaparam porque mentiram aos terroristas, afirmando ser muçulmanas.
Entretanto, fontes diplomáticas de vários países advertiram ontem que a al-Qaeda poderá, muito em breve, levar a cabo novos atentados contra interesses ocidentais na Arábia Saudita. Segundo um diplomata britânico, há mesmo suspeitas de que o grupo estará a ultimar um “ataque espectacular”, que poderá visar um importante complexo petrolífero ou uma crucial via rodoviária, que liga o país ao vizinho Bahrain.
GUERRA AO TERROR
SALVO
Nizar Hajazeen, um cristão jordano residente no complexo de al-Kohbar, mentiu aos terroristas, afirmando ser muçulmano, para salvar a vida. “Disse-lhes que era muçulmano, que os apoiava e que era contra a América e a Europa. Eles responderam que só queriam matar ocidentais e americanos”, recorda, ainda mal refeito do susto.
SEGUIDORES
O desemprego, a pobreza e a aliança de Londres com os EUA criaram terreno fértil para recrutamento de terroristas. Um documento elaborado pelo M15 e pelos Ministérios do Interior e Negócios Estrangeiros estima a existência de 10 000 seguidores de Bin Laden no Reino Unido. O ‘Sunday Times’ teve acesso ao documento.
REAPARECE
Metin Kaplan, muçulmano radical que vive na Alemanha e desapareceu depois de um tribunal ter ordenado a sua extradição para a Turquia, compareceu ontem numa esquadra na cidade alemã de Colónia, onde vive. Kaplan, acusado de ter atacado, em 1998, o mausoléu de Kemal Ataturk, recorreu da decisão da extradição.
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