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Correio da Manhã

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Caça às cartas abranda

A caça às cartas de condução portuguesas em Angola parece ter abrandado, depois de terem sido confiscadas, de sexta a segunda-feira, 20 cartas de condução a cidadãos portugueses, onze dos quais vão ser presentes ao tribunal, dois em Luanda e nove em Viana, a 26 km da capital angolana. Note-se que nenhum dos portugueses ficou detido. Ontem não houve notícias de mais apreensões.
14 de Março de 2007 às 00:00
As apreensões em Angola terão sido uma retaliação ao que se passou com Mantorras
As apreensões em Angola terão sido uma retaliação ao que se passou com Mantorras FOTO: Pedro Ferreira / Record
A decisão angolana, tomada na sexta-feira, surge, segundo portugueses contactados pelo CM em Luanda, como medida de retaliação ao sucedido a Pedro Mantorras, jogador do Benfica, uma das estrelas do futebol angolano, que viu a carta apreendida por utilizar uma carta de Angola, dado que a portuguesa tinha expirado.
As tréguas ontem registadas em Angola terão resultado dos contactos estabelecidos entre Lisboa e Luanda. Fonte da Polícia de Trânsito de Luanda assegurou ao CM que, ontem, “não foi apreendida qualquer carta de condução aos portugueses”. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paula Mascarenhas, adiantou que o que está em causa “é o vazio regulamentar que existe neste momento, “razão pela qual estamos a trabalhar no assunto”. Afirmações corroboradas pelo subcomissário Inocêncio de Brito, director nacional de Viação e Trânsito de Angola. Em declarações ao CM, Brito manifestou esperança de que o assunto seja resolvido no encontro a realizar na próxima semana em Lisboa entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países, João de Miranda e Luís Amado. Nenhum país lusófono, à excepção de Angola, proíbe cidadãos portugueses de conduzir com carta portuguesa.
LUANDA 'CORTA' COM FMI
O governo angolano decidiu abandonar as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por considerar que um programa daquele organismo “não ajudará Angola a preservar a estabilidade económica e social alcançada até aqui”. disse o ministro das Finanças, José Pedro de Morais, que considera que “a economia angolana cresceu 13% ao ano no último triénio e a inflação baixou o que mostra que Angola não precisa do FMI para crescer”. A relação entre Angola e FMI dura há 12 anos e foi sempre difícil.
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