Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
8

Cães farejadores de bombas enviados pelos EUA para a Jordânia mortos devido a maus-tratos

Dados de relatório apresentam uma alta taxa de mortalidade dos animais, falta de assistência médica e instalações insuficientes.
Correio da Manhã 17 de Setembro de 2019 às 14:37
Cão
Cão FOTO: Relatório Geral do Inspetor

Vários cães farejadores de bombas enviados dos Estados Unidos para a Jordânia estão a ficar doentes e a morrer devido a maus-tratos e negligência, segundo uma investigação federal.

Uma avaliação realizada por inspetores do Departamento de Estado constatou que pelo menos dez desses cães morreram entre 2008 e 2016 devido a problemas de saúde. Aqueles que sobrevivem vivem em condições precárias, como em canis inadequados e com falta de saneamento.

Foram publicadas na semana passada fotografias do relatório que mostram os cães com as costelas salientes, as unhas compridas e os ouvidos com vários carrapatos. Em algumas das instalações, não há tigelas para os cães. Os treinadores quando alimentam os animais, atiram a comida para o chão.

Segundo o The Washington Post, os dados do relatório apresentaram uma alta taxa de mortalidade dos animais, a falta de assistência médica, instalações insuficientes e que os cães perderam a vontade de trabalhar.

Os EUA enviam cães farejadores de bombas há mais de 20 anos e apesar de serem gastos milhões de euros ao treinar e enviar os animais, os funcionários do Departamento falharam em garantir a saúde e o bem-estar desses.

Apesar das conclusões feitas em 2016, o programa continuou a ser financiado e mais cães foram enviados para a Jordânia.

De acordo com o The Washington Post, o Departamento disse que não pôde interromper o programa devido aos "esforços relacionados à segurança nacional focados na proteção dos interesses americanos" e porque "ajudar a Jordânia no combate a ameaças terroristas seria impactado negativamente por essa medida".

Os inspetores invalidaram essa defesa, uma vez que os maus-tratos prejudicaram a capacidade dos cães de detetar ameaças.

O departamento diz que melhoraram o foco de atendimento canino em 2018 e que agora dispõem de um veterinário e um técnico na Jordânia. Disse também que forneceu planos estratégicos de saúde e bem-estar.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)