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Câmara dos Representantes dos EUA chumba emergência para construção de muro com o México

Emergência nacional foi acionada pelo presidente norte-americano Donald Trump.
27 de Fevereiro de 2019 às 01:50
Donald Trump
trump donald
Donald Trump, Presidente dos EUA
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Donald Trump, Presidente dos EUA
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Donald Trump, Presidente dos EUA
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Os receios de que no dia 15 de fevereiro os serviços federais dos EUA ficassem uma vez mais sem financiamento foram postos de lado na véspera, quando o líder da maioria republicana no Senado dos EUA, Mitch McConnell, declarou que o presidente Donald Trump daria luz verde ao plano de financiamento delineado pelo Congresso.

No dia seguinte, Trump confirmou estas indicações, aprovando o orçamento e evitando um novo "shutdown". Mas avisou que iria acionar a emergência nacional para garantir mais dinheiro e conseguir assim construir o muro ao longo da fronteira com o México. Isto porque o plano bipartidário de financiamento federal não contempla a verba que o chefe da Casa Branca pretende para a construção do muro (5,7 mil milhões de dólares).

O acordo de princípio entre democratas e republicanos que permitiu aprovar um novo orçamento federal prevê um pacote de 1,37 mil milhões para nova vedação ao longo de 90 quilómetros na fronteira entre os EUA e o México – mas essa vedação só pode ser construída com o desenho atualmente vigente, como os pilaretes de aço. Esse dinheiro será também canalizado para instalações de retenção de imigrantes, com camas suficientes para quem espera uma possível deportação.

Trump reiterou nessa altura que poderia, por lei, recorrer ao estado de emergência nacional para aceder ao dinheiro que diz precisar para construir o muro. E foi o que fez. Quase de seguida, uma coligação de 16 estados norte-americanos intentou uma ação contra Trump em tribunal para bloquear essa declaração de emergência nacional.

Agora veio o chumbo da Câmara dos Representantes – que, com 245 votos a favor e 182 contra, aprovou a resolução para travar a emergência nacional, o que constituiu uma vitória para a líder democrata nesta casa do Congresso, Nancy Pelosi (na foto, ao centro).

Falta agora o Senado, de maioria republicana, "dizer de sua justiça".

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