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Cameron "determinado" a não contribuir para um novo resgate

Reino Unido está "absolutamente determinado" a não contribuir para um novo resgate da Grécia, afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que deu "graças a Deus" por estar fora da zona euro.
21 de Junho de 2011 às 10:19
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resgate à Grécia, zona euro, David Cameron, ajuda externa FOTO: agências

Citado hoje pelo diário The Times, Cameron afirmou, durante uma conferência  realizada por aquele jornal na segunda-feira, que Londres "não deve" ajudar  num segundo resgate a Atenas.      

 

"Não acredito que iremos [ajudar no resgate] e lutarei com firmeza para  conseguir isso no Conselho Europeu desta semana", disse.           O primeiro-ministro vincou, segundo o Times, que o Reino Unido não tem  obrigação de ajudar a Grécia a não ser através do Fundo Monetário Internacional  porque, "graças a Deus", ficou fora do euro. 

 

"Não estamos no euro, resolvemos não aderir ao euro e por isso não penso  que devamos partilhar responsabilidade por isto", justificou.          

Estas declarações foram feitas numa conferência de presidentes de empresas  organizada pelo Times na segunda-feira, no mesmo dia em que Cameron recebeu  o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em Londres.           

 

Segundo um porta voz de Downing Street, no topo da reunião esteve o  Conselho Europeu, em particular a "resposta da UE aos eventos na África  do Norte e no Médio Oriente, migração e planos para promover o crescimento  económico através da redução de burocracia para as pequenas empresas". 

 

Cameron insistiu ainda junto de Durão Barroso quanto à necessidade de  a UE congelar o orçamento plurianual de 2014 a 2020 e mostrar "a mesma disciplina"  nos gastos que os governos europeus como o britânico.          

 

Deputados mais eurocéticos do partido Conservador têm instado Cameron  a recusar pagar mais dinheiro para Bruxelas e para os resgates de países  da zona euro, tendo na segunda-feira feito coro com um ex-ministro trabalhista.   

 

Jack Straw, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmou que o  euro "não vai durar" e que o governo britânico deve preparar-se para um  colapso da moeda única.          

"Se o euro na sua forma actual fracassar, é melhor que aconteça rapidamente  do que uma morte lenta", disse no Parlamento.       Segundo Straw, a exposição do Reino Unido à dívida grega é de oito mil  milhões de libras (nove mil milhões de euros).      

 

 

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