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Correio da Manhã

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Cameron vai pedir aos líderes europeus que votem contra candidatura de Junker

Informaram hoje fontes oficiais.
22 de Junho de 2014 às 17:45
David Cameron, Jean Claude Juncker, União Europeia, Comissão Europeia, votação
David Cameron, Jean Claude Juncker, União Europeia, Comissão Europeia, votação

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que se opõe à eleição de Jean Claude Juncker para presidente da Comissão Europeia (CE), pretende pedir aos líderes da União Europeia que se pronunciem sobre o assunto numa votação, informaram hoje fontes oficiais.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, reconheceu que esta medida é inédita em Bruxelas, onde os dirigentes comunitários normalmente chegam a um acordo conjunto, sem necessidade de recorrer a uma votação.

Mas Cameron está disposto a dar esse passo para obrigar os seus colegas a explicar "porque se entregou o poder ao Parlamento Europeu" (PE).

O governante britânico abordará este assunto na segunda-feira com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, quatro dias antes de uma cimeira em Bruxelas.

De acordo com o mesmo porta-voz, Cameron "vai lutar por este assunto até ao final" apesar de, por exemplo, a chanceler alemã Angela Merkel ter defendido em público a candidatura do ex-primeiro ministro luxemburguês à presidência do executivo comunitário.

ALCOÓL PREJUDICA JUNCKER

Esta postura de David Cameron surge pelo meio de declarações que mostram a falta de preparação de Juncker para o cargo devido ao seu gosto por bebidas alcoólicas. 

O jornal britânico Daily Mail cita fontes anónimas que afirmam mesmo que "Juncker e o seu problema de alcoolismo são o segredo mais mal guardado de Bruxelas". Também um artigo da revista alemã Der Speigel sugere que o ex-primeiro-ministro luxemburguês "bebeu demais durante anos e anos".

As afirmações do problema de bebida de Juncker surgiram publicamente, pela primeira vez, no ano passado num escândalo de espionagem que o obrigou a resignar do cargo de primeiro-ministro.

Num relatório secreto, divulgado pelo antigo agente de inteligência, Andre Kemmer, que se encontrou com Juncker,  podia ler-se "À noite, encontrámo-nos no gabinete (de Juncker)... Cheirava a tabaco e notava-se muito o alcoól no ar. Meio a cambalear, veio da secretária... Juncker estava completamente bêbedo. Pediu dois cafés para ele e disse-nos para nos sentarmos".

Este hábito de Juncker também já foi questionado pelo holandês Jeroen Dijsselbloem, o seu sucessor enquanto presidente do Eurogrupo, um órgão informal dos ministros das Finanças dos países do euro.

O jornal britânico Financial Times escreveu que "A alcoolemia sempre foi um tema de 'gossip' em Bruxelas. Juncker provou a sua habilidade de aguentar as longas sessões de trabalho pela noite dentro, fortificadas com Whiskey e cigarros".

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