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Camião avança contra multidão em Jerusalém

Quatro vítimas mortais são militares israelitas. Primeiro-ministro fala em ataque terrorista.
8 de Janeiro de 2017 às 12:02
Camião avança contra multidão em Jerusalém
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Camião avança contra multidão em Jerusalém
Camião avança contra multidão em Jerusalém
Camião avança contra multidão em Jerusalém

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou este domingo que os quatro israelitas mortos no ataque desta manhã são militares e assegurou que este ato é inspirado no grupo extremista Daesh.

Netanyahu deslocou-se com o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, ao colonato israelita de Armón Hanatziv onde, de acordo com o chefe do Governo de Israel, ocorreu o "ataque brutal" que custou a vida a três mulheres e a um homem, todos com idades em torno dos 20 anos, e que provocou 13 feridos.

As autoridades ainda não tinham confirmado, até ao momento, que as vítimas eram militares.

Netanyahu revelou que se reuniu com Lieberman, com os chefes do Estado-maior e dos serviços secretos Shin Bet e com outros responsáveis para debater as medidas a tomar na sequência deste ataque que poderá estar relacionado com outros perpetrados em França e na Alemanha, também com camiões.

O chefe do Governo israelita deverá reunir-se ainda hoje com o gabinete de segurança para avaliar a situação.

Um camião atingiu esta manhã um grupo de soldados em Jerusalém, provocando quatro mortos e 15 feridos, informou a polícia israelita, que fala em ataque terrorista.

Segundo a porta-voz da polícia, Luba Samri, o camião desviou-se do percurso e atingiu um grupo de soldados que acabavam de sair de um autocarro.

A responsável adiantou que o agressor foi morto a tiro.

Desde o ano passado, atacantes palestinianos mataram 36 israelitas e dois norte-americanos numa série de ataques, sobretudo à facada.

Durante esse período, 229 palestinianos foram mortos por fogo israelita. Israel afirma que a maioria dos palestinianos mortos era atacante, ao passo que os restantes morreram em confrontos.

Israel afirma que a violência é causada pelo incitamento palestiniano. Por sua vez, os palestinianos dizem que é o resultado de quase 50 anos de ocupação israelita.

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