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Correio da Manhã

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Capitão sul-coreano condenado a prisão por relação homossexual

Organizações de defesa dos direitos humanos afirmaram que 32 militares enfrentam em processos idênticos.
Lusa 24 de Maio de 2017 às 11:00
Lei coreana proíbe relações sexuais entre militares
Lei coreana proíbe relações sexuais entre militares FOTO: Getty Images
Um capitão sul-coreano foi esta quarta-feira condenado por um tribunal militar a seis meses de prisão por manter relações sexuais com um militar do mesmo sexo, anunciaram as forças armadas da Coreia do Sul.

O capitão, cuja identidade não foi divulgada, foi condenado por ter infringido uma cláusula das forças armadas sul-coreanas que proíbe as relações homossexuais, indicaram.

As forças armadas sul-coreanas acrescentaram que vão continuar a "tratar problemas de conduta em conformidade com a lei".

O tribunal condenou o capitão a 18 meses de prisão, 12 dos quais com pena suspensa.

A homossexualidade entre os civis não é crime na Coreia do Sul.

Organizações de defesa dos direitos humanos afirmaram que pelo menos 32 militares incorrem em processos idênticos por relacionamentos homossexuais

"O capitão foi condenado por relações sexuais consentidas com o parceiro, em privado", denunciou Kim Hyung-nam, do Centro para os direitos humanos nas forças armadas.

Esta organização não-governamental (ONG) acusou no mês passado o exército de criar falsos perfis em aplicações 'online' de encontros para encontrar militares homossexuais, que são posteriormente submetidos a interrogatórios.

A ONG Amnistia Internacional (AI) criticou uma condenação injusta e que deve ser imediatamente anulada.

"A Coreia do Sul devia ter suprimido há muito tempo esta disposição arcaica e discriminatória do código militar, e atualizar em relação aos direitos das lésbicas, 'gays', bissexuais, transexuais e intersexos", declarou Rosean Rife da AI.
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