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Correio da Manhã

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Caricaturas de Maomé motivam novo ataque às instalações do ‘Charlie Hebdo’

Outras seis pessoas foram detidas por alegadas ligações ao violento ataque.
Rodrigo Amaral 27 de Setembro de 2020 às 09:23
Principal suspeito é um jovem paquistanês de 18 anos
Ataque junto à antiga sede do jornal ‘Charlie Hebdo’
Principal suspeito é um jovem paquistanês de 18 anos
Ataque junto à antiga sede do jornal ‘Charlie Hebdo’
Principal suspeito é um jovem paquistanês de 18 anos
Ataque junto à antiga sede do jornal ‘Charlie Hebdo’
As autoridades revelaram ontem que o principal suspeito do ataque às antigas instalações do ‘Charlie Hebdo’, em Paris, "assumiu a responsabilidade pelo seu ato, colocando-o no contexto da republicação de caricaturas [do profeta Maomé], algo que não conseguia suportar". O jovem paquistanês de 18 anos confessou ter cometido o ataque, ocorrido sexta-feira, com um cutelo, que provocou ferimentos em duas pessoas.

O autor, que já era conhecido das autoridades por pequenos delitos e posse ilegal de arma, foi detido pouco tempo depois na Praça da Bastilha, a pouca distância do local do crime. Além do principal suspeito, outras seis pessoas já foram detidas pelas autoridades antiterrorismo por alegadas ligações ao ataque.

O incidente ocorreu na rua Nicolas Appert, perto do edifício que era utilizado pela redação do ‘Charlie Hebdo’, duas semanas depois da Al Qaeda ter voltado a ameaçar a redação do jornal por reeditar as caricaturas do profeta Maomé. De acordo com testemunhas, as vítimas, dois jornalistas da produtora de documentários Premières Lignes, estavam a fumar à porta do prédio quando foram brutalmente atacados. Trata-se do segundo ataque que é direcionado ao jornal satírico francês. Em 7 de janeiro de 2015, 12 pessoas morreram e cinco ficaram gravemente feridas depois do atentado terrorista levado a cabo pelos extremistas islâmicos Said e Chérif Kouachi. O julgamento deste caso está a decorrer.
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