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CARLOS NÃO VAI À TV DESMENTIR SUSPEITAS

O príncipe Carlos de Inglaterra recusou ontem fazer uma comunicação especial ao país, pela televisão, para desmentir os rumores de homossexualidade de que é alvo. O herdeiro do trono britânico, que acredita estar a ser vítima de uma infame campanha de difamação com vista a impedi-lo de suceder à sua mãe, a rainha Isabel II, esteve ontem reunido com os seus principais conselheiros para estudar a resposta às alegações, que mergulharam a realeza britânica numa crise sem precedentes.

11 de novembro de 2003 às 00:00

A especulação sobre um eventual discurso à nação do príncipe Carlos para desmentir os rumores de que foi alvo nos últimos dias aumentou depois de vários jornais escoceses – que não são abrangidos pela providência cautelar que impediu a publicação da história em Inglaterra e no País de Gales – terem no domingo confirmado que o “importante membro da família real” alegadamente “apanhado” em posições sexualmente comprometedoras com um funcionário da casa real foi o próprio príncipe Carlos.

Fonte do gabinete do príncipe de Gales desmentiu, porém, a possibilidade de Carlos falar ao país através da televisão, e adiantou que o herdeiro do torno também não deverá avançar com qualquer acção legal contra os jornais que publicaram a notícia ou contra George Smith, o antigo cozinheiro real que alegadamente terá visto o herdeiro do trono na cama com o seu secretário Michael Fawcett.

Apesar de os jornais ingleses continuarem legalmente impedidos de publicar qualquer notícia sobre o assunto, o escândalo é já do domínio público, muito por causa da forma precipitada e pouco a propósito como o gabinete de Carlos emitiu na passada quinta-feira um veemente desmentido de uma notícia que nem sequer tinha vindo a público.

Entretanto, o príncipe Carlos, que no domingo regressou a Londres após uma visita de duas semanas à Índia e ao Médio Oriente, esteve ontem reunido de emergência com os seus principais conselheiros, incluindo o seu filho mais velho, William, e a companheira, Camilla Parker-Bowles, para analisar o impacto dos rumores e estudar uma eventual resposta. Fontes do gabinete de Carlos adiantaram que o príncipe está convencido de que tudo não passa de uma gigantesca campanha com vista a impedi-lo de ser rei de Inglaterra.

Este facto não explica, no entanto, porque é que até o próprio secretário pessoal do príncipe, sir Michael Peat, interrogou no ano passado vários colaboradores do príncipe sobre a possibilidade de Carlos ser bissexual.

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