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Correio da Manhã

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Carro-bomba mata dezenas

Pelo menos cem mortos, na sua maioria mulheres e crianças, foi o sangrento balanço de um atentado à bomba, ontem, contra um mercado de Peshawar, no norte do Paquistão, no mesmo dia em que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou ao país para reiterar o apoio dos EUA na luta contra a guerrilha taliban.
29 de Outubro de 2009 às 00:30
Muitas das vítimas do atentado, que teve como alvo um mercado, são mulheres e crianças
Muitas das vítimas do atentado, que teve como alvo um mercado, são mulheres e crianças FOTO: Fayaz Aziz/Reuters

Segundo as autoridades paquistanesas, o ataque foi levado a cabo com um carro-bomba estacionado mesmo no centro do bazar Mina, na cidade velha de Peshawar. Na altura da explosão, o mercado encontrava-se cheio de gente, principalmente mulheres e crianças, que acabaram por ser as principais vítimas. O último balanço avançado pelos hospitais apontava para cem mortos e mais de duzentos feridos.

Este trágico balanço faz do ataque de ontem o mais sangrento dos últimos dois anos no Paquistão, a seguir ao atentado contra a comitiva da ex-primeira-ministra Benazir Buttho em Carachi, em Outubro de 2007, que fez 140 mortos.

O ataque de ontem parece ter sido programado pa-ra coincidir com a chegada a Islamabad da chefe da diplomacia dos EUA, que se mostrou muito chocada com a violência. "Quero que saibam que o Paquistão não está sozinho nesta luta. Estes extremistas querem destruir tudo aquilo que nos é mais querido, e por isso estamos com vocês neste combate", afirmou Hillary Clinton.

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