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Correio da Manhã

Mundo
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Cartoons dentro da lei

Um tribunal de Paris absolveu a conhecida revista satírica ‘Charlie Hebdo’ do delito de injúrias com base religiosa por ter publicado caricaturas de Maomé em Fevereiro do ano passado. Esta sentença é uma das primeiras na Europa relativas à controvérsia surgida inicialmente na Dinamarca.
23 de Março de 2007 às 00:00
Foram três as caricaturas publicadas pela revista: uma com Maomé com um turbante do qual saía o pavio de uma bomba, outra onde o profeta muçulmano pedia aos terroristas que não se imolassem porque já não havia mais virgens no paraíso e a terceira em que se lamentava por ser venerado por tolos. Refira-se que as duas primeiras já tinham sido publicadas no diário dinamarquês ‘Jyllands-Posten, gerando uma violenta onda de protestos no mundo muçulmano e um boicote aos produtos dinamarqueses.
A União das Organizações Islâmicas de França e a Grande Mesquita de Paris consideraram as caricaturas desrespeitosas e lesivas e processaram a ‘Charlie Hebdo’. Porém, o tribunal considerou não ter havido delito de injúrias com base religiosa e, por conseguinte, absolveu o director da revista, Philippe Val, que defende que apenas exerceu o seu direito à liberdade de expressão.
Refira-se que os candidatos Nicolas Sarkozy e François Bayrou e ainda o líder do PS, Framços Hollande, apoiaram a revista.
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