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Correio da Manhã

Mundo
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Os cartoons da polémica global

Recorde o caso dinamarquês que durante sete anos fez mais de 100 mortos um pouco por todo o mundo.
T.R. 7 de Janeiro de 2015 às 13:50
Kurt Westergaard é um dos autores dos cartoons. Ao longo dos últimos anos, recebeu dezenas de ameaças de morte
Kurt Westergaard é um dos autores dos cartoons. Ao longo dos últimos anos, recebeu dezenas de ameaças de morte FOTO: Preben Hupfeld/AFP

Em setembro de 2005, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou 12 cartoons que satirizavam o profeta Maomé. As imagens polémicas provocaram indignação no mundo muçulmano.

Cinco meses depois da publicação, pelo menos 127 pessoas morreram na Nigéria durante confrontos entre a comunidade cristã e muçulmana, motivados pelos cartoons.

Já em junho de 2008, um ataque suicida na embaixada dinamarquesa no Paquistão matou cinco pessoas. A Al-Qaeda assumiu a responsabilidade do ataque, tendo dito que o mesmo foi a vingança pela publicação dos cartoons.

Kurt Westergaard, o autor da caricatura mais controversa, que representava o profeta com um turbante em forma de bomba, escapou por pouco a 1 de janeiro de 2010 a um ataque de um somali que conseguiu entrar em casa do caricaturista.

Em dezembro do mesmo ano, a polícia dinamarquesa impediu um atentado contra o Jyllands-Posten, tendo detido quatro pessoas (três cidadãos suecos de origem tunisina, libanesa e egípcia e um tunisino), acusadas de planearem "matar o maior número possível de pessoas" no jornal dinamarquês.

Em junho de 2012, todos os quatro suspeitos foram condenados a 12 anos de prisão por terrorismo.

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