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União Europeia avisa que Catalunha independente estará fora da União Europeia

Futebol Clube Barcelona oferece-se para mediar a crise na Catalunha
Lusa 5 de Outubro de 2017 às 17:51
Catalunha
Catalunha avança para a independência
Catalunha
Protestos na Catalunha em dia de greve geral
Protestos na Catalunha em dia de greve geral
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Catalunha avança para a independência
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Protestos na Catalunha em dia de greve geral
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Protestos na Catalunha em dia de greve geral
Protestos na Catalunha em dia de greve geral

O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, afirmou esta quinta-feira que a Catalunha "nunca será membro da União Europeia" caso promova a secessão de Espanha e se torne num Estado independente.

Ao ser questionado sobre o eventual reconhecimento por Bruxelas de uma Catalunha independente, o antigo ministro francês considerou que "as coisas estão claras aí", e precisou: "Imaginemos que vai haver uma independência, e nessa situação uma Catalunha independente não seria membro da União Europeia".

"A União Europeia apenas reconhece um Estado-membro que é a Espanha. Mas estamos no domínio da ficção porque na realidade não existe a independência catalã", acrescentou nas declarações à emissão "Questions d d'info" LCP-franceinfo-Le Monde-AFP.

"Não entremos na política ficção", insistiu Moscovici, ao responder à eventualidade de Barcelona se envolver num processo de adesão à UE.

O antigo ministro socialista definiu como "questão dolorosa" o braço de ferro entre Madrid e Barcelona, devendo ser "resolvido pelos espanhóis".

"Não é em Bruxelas, nem em Paris, nem noutro local que a situação deve ser solucionada", sublinhou, para apelar ao diálogo e à distensão após as "imagens" de violência do fim de semana, "que chocam legitimamente".

O impasse permanece total entre o Governo espanhol do conservador Mariano Rajoy e as autoridades catalãs independentistas, devido ao referendo independentista de domingo.

Nesta consulta, declarada ilegal e suspensa pelo Tribunal Constitucional espanhol, participaram 2,2 milhões de pessoas, num censo de 5,3 milhões (42%), com 90% dos votos a favor da independência, segundo referiu o Governo regional da Catalunha.

FC Barcelona oferece-se para mediar conflito
A direção do Futebol Clube Barcelona emitiu esta quinta-feira um comunicado onde apela ao início de um processo de diálogo e de negociação para "encontrar soluções políticas" para a situação de crise na Catalunha e ofereceu-se para mediar a crise.

O comunicado, divulgado na página oficial do clube na internet, define o FC Barcelona como "uma das entidades de referência do país", considera que a Catalunha atravessa "um dos momentos mais transcendentes da sua história recente" e pede soluções políticas "a partir do máximo respeito à vontade maioritária da cidadania catalã para decidir o seu futuro".

A direção do "Barça" recorda na mensagem, com o título "Diálogo, respeito e desporto", que "somos mais que um clube" e apresta-se a apoiar todos os seus sócios e simpatizantes nas "difíceis circunstâncias" que atualmente se deparam.

"Em consequência, aderimos à Comissão independente para a mediação, o diálogo e a conciliação, impulsionada pelo Ilustre Colégio de advogados de Barcelona", pode ler-se no texto.

A liderança do principal clube catalão, juntamente com outros setores da sociedade civil, pretende assim "ajudar a construir pontes de diálogo que contribuam para resolver este conflito de forma consensual e pacífica".

No texto, o clube com 118 anos de história também exige "respeito", ao considerar que qualquer manifestação pública deve contribuir "para a construção do espaço de diálogo necessário, sempre respeitando a livre expressão" da população da Catalunha.

"Para ultrapassar esta crise, é indispensável o envolvimento de todos, desde a nossa responsabilidade até à nossa função social. No nosso caso, defenderemos a reivindicação deste diálogo, institucionalmente onde seja necessário, e desportivamente, competindo nas nossas diversas disciplinas".

O texto escrito em espanhol termina com uma frase em língua catalã: "Visca el Barça i visca Catalunya".

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