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Manifestante perde olho e outro fica ferido num testículo durante protestos na Catalunha

131 pessoas ficaram feridas, 27 das quais foram assistidas em hospitais.
Lusa 15 de Outubro de 2019 às 10:24
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O Supremo Tribunal espanhol ditou esta segunda-feira penas de prisão entre os 9 e os 13 anos para os principais líderes independentistas. Decisão gerou protestos violentos na região.

Durante os protestos independentistas desta terça-feira na Catalunha, um manifestante perdeu um olho e, segundo o jornal El Mundo, que cita a organização dos protestos, um outro protestante terá perdido 40% de massa testicular. 

De acordo com a mesma fonte, ainda não é possível avançar se as vítimas foram atingidas por uma bala de espuma, usada pelos Mossos d'Esquadra, ou uma bala de borracha, utilizada pela Polícia Nacional. 

O manifestante ferido no olho será operado de urgência no Hospital de Bellvitge, em Barcelona, onde se encontra internado. Já o outro protestante terá ficado ferido na sequência da carga policial no terminal 1 do aeroporto de El Prat, na tarde desta segunda-feira. 

Os protestos independentistas de segunda-feira na Catalunha provocaram ferimentos em 131 pessoas, 27 das quais foram assistidas em hospitais, de acordo com o Serviço de Emergência Médica.

No aeroporto de El Prat, onde se registaram os confrontos mais violentos, ficaram feridas 115 pessoas, 91 das quais assistidas no local e 24 foram transportadas para o Hospital de Bellvitge, uma delas com uma lesão ocular.

Oito pessoas ficaram feridas nas manifestações da capital da região autónoma da Catalunha, tendo uma delas sido assistida num centro hospitalar.

Esta terça-feira de manhã, a sede do Partido Popular da Catalunha, em Barcelona, foi vandalizada com graffitis, tendo sido pintado o número "155" - referente ao artigo n.º 155 da constituição espanhola - a vermelho e uma suástica. A situação foi denunciada pelo secretário-geral do partido, Daniel Serrano, através do Twitter.



O presidente da Generalitat, Quim Torra, confessou que "a repressão nunca nos parará". "Ontem enviei uma carta ao rei de Espanha e ao presidente de Governo, Pedro Sánchez. Ainda não recebi resposta. O diálogo é sempre o caminho para resolver os conflitos", sublinhou.



Catalunha Serviço de Emergência Médica
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