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Cerca de 15.000 egípcios fogem da Líbia

O Egito apelou às centenas de milhares de egípcios a trabalhar na Líbia para que abandonassem o país.
23 de Fevereiro de 2015 às 19:58
Egípcios regressam a casa através do posto fronteiriço de Sallum
Egípcios regressam a casa através do posto fronteiriço de Sallum FOTO: EPA

Cerca de 15.000 egípcios que se encontravam na Líbia estão a regressar a casa, através do posto fronteiriço de Sallum, na sequência do assassínio de cristãos coptas pelo grupo Estado Islâmico, revelou esta segunda-feira a agência de notícias estatal MENA.

Na semana passada, aviões de guerra egípcios e líbios atingiram alvos do Estado Islâmico na Líbia, como forma de retaliação após o grupo ter, a 15 de fevereiro, divulgado um vídeo que mostra decapitações de 21 cristãos, a maioria deles egípcios.

Domingo, o presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sissi, disse que 13 alvos do grupo 'jihadista' haviam sido atingidos nos ataques.

Perante a divulgação das imagens, o Egito apelou também às centenas de milhares de egípcios a trabalhar na Líbia para que abandonassem o país, tendo fretado aviões para transportar muitos deles a partir da Tunísia, que também faz fronteira com a Líbia.

Pelo menos 14.585 egípcios responderam ao apelo, regressando ao seu país através do posto fronteiriço de Sallum, no noroeste do Egito.

Segundo um porta-voz do Ministério dos Transportes da Tunísia, desde sexta-feira, um milhar dos egípcios que fugiram da Líbia foram levados de helicóptero para casa em aviões fretados pelo Cairo, havendo 250 outros que, pelas 16:00 GMT, se preparavam para sair do país a partir do aeroporto de Djerba-Zarzis, no sudeste do território.

Em julho do ano passado, milhares de egípcios em fuga da violência na Líbia ficaram retidos durante vários dias na fronteira com a Tunísia, uma vez que as autoridades se recusaram a deixá-los sair até que o Cairo providenciou um meio de os transportar para casa.

Durante o levantamento de 2011, que culminou na morte de Muammar Kadhafi, a Tunísia foi inundada por expatriados que fugiam da Líbia, tendo de lidar com um inesperado êxodo maciço.

Dias após a revolta eclodir, o Egito enviou aviões militares para a Líbia para retirar os cidadãos presos no cenário violento, tendo, à data, fontes oficiais revelado que 1,5 milhões de egípcios trabalhavam na Líbia, principalmente nas indústrias de construção e dos serviços.

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