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Correio da Manhã

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Cerimónias fúnebres de Mandela

Terminaram as cerimónias  no estádio Cidade do Futebol, no Sowewto, África do Sul. (Última atualização às 15h40)
10 de Dezembro de 2013 às 10:22
Cerimónias fúnebres de Mandela decorrem no estádio Cidade do Futebol, no Sowewto
Cerimónias fúnebres de Mandela decorrem no estádio Cidade do Futebol, no Sowewto FOTO: Reuters

Dezenas de milhares de vozes juntaram-se para cantar de forma emocionada o hino nacional da África do Sul, no início das cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, juntando cidadãos e chefes de Estado, membros da realeza e líderes religiosos.

As cerimónias que decorrem no estádio Cidade do Futebol, no Sowewto, juntam quase 100 chefes de Estado, membros da realeza e líderes políticos que partilham a chuva que cai no mesmo local onde o chamado 'pai da Nação' fez a sua última aparição pública, durante o Campeonato do Mundo de Futebol de 2010.

Desmond Tutu mistura oração e gracejos e alivia ambiente (15h35)

O antigo arcebispo anglicano Desmond Tutu conseguiu aliviar o ambiente no final da homenagem ao seu amigo Nelson Mandela, com uma intervenção que misturou oração e gracejos.

"Não vos darei a minha bênção antes de estarem todos silenciosos. Sejam disciplinados (...), quero ouvir uma caneta cair", ralhou, conseguindo um silêncio total no estádio Cidade do Futebol já meio deserto após quatro horas de uma cerimónia sob chuva, fazendo rir a viúva de Mandela, Graça Machel, e a sua ex-mulher Winnie.

Tutu disse querer "ver o mundo celebrar a vida de um ícone extraordinário", antes de orar em várias línguas sul-africanas.

"Deus, peço-te que abençoes o nosso país. Deste-nos um tesouro maravilhoso, com este ícone da reconciliação", disse em africâner o prelado, que, como Nelson Mandela, foi galardoado com o prémio Nobel da Paz pelo seu combate contra o regime segregacionista do 'apartheid'.

"Prometemos a Deus que seguiremos o exemplo de Nelson Mandela", disse ainda Desmond Tutu, ouvindo em resposta da multidão "Sim!".

Presidente Zuma promete continuar luta por uma nação livre da pobreza (14h45)

O presidente da África do Sul comprometeu-se, esta terá-feira, em nome do povo sul-africano, a continuar a lutar por uma nação livre da pobreza, da fome e da desigualdade, num tributo ao ex-presidente Nelson Mandela.

"Em sua honra, comprometemo-nos a continuar a construir uma nação baseada nos valores democráticos da dignidade humana, igualdade e liberdade. Unidos na nossa diversidade, continuaremos a lutar para construir uma nação livre da pobreza, da fome, da mendicidade e da desigualdade", disse Jacob Zuma no seu discurso da cerimónia fúnebre do primeiro presidente negro da África do Sul.

Alargou ainda o compromisso ao continente africano: "Como nação africana, liderados pela União Africana, continuaremos a trabalhar para alcançar o seu desejo de uma África melhor e de um mundo mais justo, pacífico e equitativo".

No final de um discurso de mais de 30 minutos, o presidente sul-africano, que começara por ser vaiado pelos milhares de sul-africanos presentes no estádio no estádio Cidade do Futebol, no Soweto, em Joanesburgo, anunciou que o anfiteatro da Union Buildings (residência oficial do presidente da África do Sul) passará a partir de hoje a chamar-se Anfiteatro Nelson Mandela.

"Tenho a honra de anunciar que o anfiteatro da Union Buildings, onde Madiba tomou posse em 1994 e onde o seu corpo ficará em câmara ardente, será, a partir de hoje, chamado Anfiteatro Nelson Mandela", disse Zuma.

"É um tributo justo para um homem que transformou o edifício, de um símbolo do racismo e da opressão, num símbolo de paz, união, democracia e progresso", acrescentou.

Ao longo do discurso, Zuma repetiu várias vezes que Mandela "é único", citando uma canção popular que diz que "hoje em dia ninguém luta como ele", e fez uma retrospetiva da vida do ex-presidente sul-africano desde que abraçou a luta armada contra o regime do apatheid até se transformar num "ícone global".

Considerou que a manifestação de dor que correu o mundo desde que se soube da morte de Mandela, na quinta-feira passada, é uma "dor tingida de admiração e celebração".

"Toda a gente já teve um momento Mandela, em que este ícone tocou a sua vida", afirmou.

Num discurso em inglês, intercalado com alguns momentos em que falou zulu, Zuma apelou ao coração dos sul-africanos, afirmando ser motivo de celebração e orgulho ser compatriota e contemporâneo de Madiba.

Citando várias vezes Mandela, o presidente sul-africano acabou por concluir que o "pai Madiba correu uma boa corrida".

"Declarou, nas suas palavras em 1994, que a morte é algo inevitável. 'Quando um homem fez o seu dever para o seu povo e o seu país pode descansar em paz. Acredito ter feito esse esforço e é por isso que dormirei para a eternidade'", citou Zuma.

E terminou com uma despedida: "Descansa em paz, nosso pai e nosso herói".

Mandela: Conselho de Ministros moçambicano decreta seis dias de luto nacional (14h09)

O Conselho de Ministros de Moçambique decretou, esta terça-feira, seis dias de luto nacional em homenagem ao ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, que morreu no passado dia 05 aos 95 anos.

Em comunicado de imprensa, o Conselho de Ministros moçambicano indica que a partir de hoje e até domingo a bandeira nacional estará à meia-haste em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares de Moçambique.

"Com o desaparecimento físico do Presidente Mandela, África e o mundo perdem um ícone, um homem de coragem, determinação e perseverança na luta pela transformação de ideais nobres em realidade, cujos exemplos e ensinamentos são seguidos pelas gerações atuais e perdurarão para as gerações vindouras", refere a nota de imprensa do Conselho de Ministros moçambicano.

Nobel: Presidente do Comité e premiado com prémio da Paz homenageiam Mandela (14h06)

O presidente do comité Nobel norueguês e o premiado deste ano com o Nobel da Paz homenagearam, esta terça-feira, Nelson Mandela, que recebeu o galardão há precisamente 20 anos.

"A sua vitória sobre o 'apartheid', a sua recusa em ceder à amargura e à sede de vingança representam uma das maiores vitórias da Humanidade", declarou o presidente do comité Nobel, Thorbjoern Jagland, durante a cerimónia de entrega do Nobel.

"Mandela cumpriu, sem dúvida, os requisitos mais elevados do prémio" Nobel, adiantou.

Mandela, que morreu na quinta-feira, aos 95 anos, recebeu o Nobel da Paz em 1993 em conjunto com o presidente sul-africano de então, Frederik De Klerk, pelos seus esforços de reconciliação após décadas de 'apartheid' (segregação racial).

O diretor da Organização para a Proibição das Armas Químicas, Ahmet Uzumcu, que recebeu hoje o Nobel 2013 em nome da OPAQ, também saudou o seu antecessor, em quem disse ver "um grande chefe de Estado, um homem de visão, um homem de paz".

"É uma grande honra para mim estar aqui 20 anos depois de Nelson Mandela", declarou Uzumcu à agência France Presse.

"Ele foi uma fonte de inspiração para todos da nossa geração e estou certo de que o será para as gerações futuras", adiantou.

Uzumcu falava ao mesmo tempo que, a milhares de quilómetros, perto de Joanesburgo, decorriam as cerimónias fúnebres do primeiro presidente negro da África do Sul, num encontro sem precedentes de líderes mundiais.

Raul Castro: 'Madiba' disse que Cuba tinha lugar especial no coração de África (14h00)

O Presidente de Cuba, Raul Castro, lembrou, esta terça-feira, que Nelson Mandela considerava que "o povo cubano ocupa[va] um lugar especial no coração do povo africano", durante o discurso de homenagem fúnebre ao antigo presidente sul-africano.

"Quando nos deu a honra da sua visita, a 26 de julho de 1991, Mandela disse que o povo cubano ocupava um lugar especial no coração do povo de África", disse Raul Castro durante a sua intervenção nas cerimónias fúnebres do antigo presidente sul-africano.

"Cuba, um país nascido da revolução, tem sangue africano nas veias", vincou o chefe de Estado, que sucedeu ao irmão Fidel Castro na liderança de Cuba.

Ex-guardas e companheiros de prisão prestam homenagem a Mandela em Robben Island (13h17)

Antigos guardas e companheiros de prisão de Nelson Mandela renderam-lhe hoje homenagem na Cidade do Cabo, em frente à ilha de Robben Island, onde o antigo Presidente passou 18 dos 27 anos em que esteve detido.

Uma única vela foi acesa à frente das grandes fotografias no pequeno auditório da "Passagem Nelson Mandela", que é ao mesmo tempo um museu e o ponto de partida do transporte para a ilha.

O antigo guarda Christo Brand, que se tornou, durante os anos de cárcere, amigo do ilustre prisioneiro, contou perante cerca de 200 pessoas que Mandela não mudou desde a prisão até à presidência.

Apesar de triste pelo seu desaparecimento, na passada quinta-feira, aos 95 anos, Brand mostrou-se aliviado, sublinhando: "sei que morreu em paz, e foi por isso que ele se bateu toda a vida".

"Com a sua morte, houve uma nova reconciliação entre os sul-africanos. Somos de novo uma comunidade para o mundo. Agora precisamos de continuar o seu legado", declarou, por seu turno, Lionel Davis, também um antigo prisioneiro de Robben Island.

Para Davis, é "dever, enquanto sul-africanos, fazer viver o legado de Mandela, quebrando as barreiras que ainda separam" os sul-africanos.

No exterior, anónimos escreveram as suas condolências nos registos para esse fim, depondo coroas de flores e tirando fotografias diante do busto do ícone da reconciliação sul-africana.

"Tocou-nos a todos, respondeu ao ódio com o amor", disse Lars Dahl, um turista norueguês, de 62 anos, que assistiu à pequena cerimónia com os filhos.

Dilma transmite pesar do povo brasileiro que tem "sangue africano" nas veias (12h51)

A Presidente do Brasil homenageou Nelson Mandela em nome do povo brasileiro, em cujas veias corre "sangue africano", recordando que a luta do primeiro presidente negro da África do Sul inspirou a luta da América do Sul.

"Esse grande líder teve os olhos postos no futuro do seu país, do seu povo e de toda a África e inspirou a luta no Brasil e na América do Sul", disse Dilma Rousseff no seu discurso durante as cerimónias fúnebres de Nelson Mandela no estádio Cidade do Futebol, no Soweto, em Joanesburgo.

Num discurso proferido em português e com tradução imediata em inglês, a Presidente brasileira começou por transmitir o "sentimento de profundo pesar do Governo e do povo do Brasil", afirmando ter a certeza de representar também "toda a América do Sul".

Dilma recordou que Mandela, que morreu na quinta-feira passada, "conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história moderna", ao pôr fim ao regime do 'apartheid' (segregação racial).

"O combate de Mandela e do povo sul-africano transformou-se num paradigma, não só para o continente, mas para todos os povos que lutam pela justiça, a liberdade e a igualdade", afirmou.

Considerando o 'apartheid' "a forma mais cruel e elaborada de desigualdade política dos tempos modernos", Dilma afirmou que Madiba é um "exemplo e uma referência para todos".

"Pela histórica paciência com que suportou o cárcere e o sofrimento, pela lúcida firmeza e determinação que revelou no seu combate vitorioso, pelo profundo compromisso com a justiça e a paz e sobretudo pela sua superioridade moral e ética", justificou.

Mandela soube "fazer da busca da verdade e do perdão os pilares da reconciliação nacional e da construção de uma nova África do Sul, disse a chefe de Estado brasileira, referindo-se à "manifestação suprema de grandeza e de humanismo" do ex-presidente sul-africano.

Lembrando que a luta de Mandela "transcendeu as fronteiras nacionais" e inspirou gente de todo o mundo a lutar pela independência e a justiça social, Dilma afirmou que as lições do líder sul-africano serviram, não só ao "seu querido continente africano", mas a "todos os que buscam a paz e a liberdade, a justiça social e a paz no mundo".

"Da mesma forma que os sul-africanos choram Madiba com os seus cânticos, nós brasileiros, que trazemos sangue africano nas nossas veias, choramos e celebramos este grande líder", afirmou ainda a Presidente do Brasil.

O discurso, em que transmitiu o profundo pesar do povo e do Governo do Brasil à viúva de Mandela, Graça Machel, à família, ao Presidente da África do Sul e a todos os sul-africanos, terminou com um "Viva Mandela para sempre".

Obama saúda "gigante da história" (12h49)

O primeiro Presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou, esta terça-feira, o primeiro chefe de Estado negro da África do Sul Nelson Mandela, que morreu na quinta-feira, como um "gigante da história".

"É difícil elogiar qualquer homem... e tanto mais quando se trata de um gigante da história, que levou uma nação em direção à justiça", disse, após uma enorme ovação da multidão, que sob chuva persistente, assiste às cerimónias fúnebres de Nelson Mandela no estádio Cidade do Futebol, no Soweto, em Joanesburgo.

"Não era um busto de mármore, era um homem de carne e osso", disse Obama do homem cujo exemplo o inspirou a entrar na política ainda estudante.

"Nada do que conseguiu era inevitável. No arco da sua vida, vimos um homem que conquistou um lugar na história pela luta e perspicácia, persistência e fé (...) Mostrou-nos o poder da ação, de correr riscos em defesa dos nossos ideais", sublinhou.

Obama considerou que a morte de Mandela deve ser um tempo de tristeza, mas também deve marcar um momento de inspiração que as pessoas devem aproveitar para perceber como podem mudar as suas vidas.

O Presidente dos Estados Unidos deixou clara a diferença entre o triunfo de Mandela sobre o regime racista do "apartheid" e o percurso dos norte-americanos no sentido da justiça racial.

"Michelle e eu somos beneficiários dessa luta", disse Obama, comparando o papel de Mandela na África do Sul, com os seus próprios heróis políticos, como os pais fundadores dos Estados Unidos e o chefe de Estado assassinado Abraham Lincoln, que libertou os escravos.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, criticou os líderes que se dizem solidários com a luta de Nelson Mandela, mas reprimem a oposição nos seus países.

"Há demasiados dirigentes que se dizem solidários com a luta de Nelson Mandela pela liberdade, mas não toleram a oposição do próprio povo", declarou.

Uma grande ovação marcou também a chegada de Obama ao estádio, onde decorrem as cerimónias fúnebres de Nelson Mandela.

Obama e a mulher, Michelle, chegaram à base da força aérea sul-africana Waterkloof, perto de Pretória, após um voo de 16 horas no "Air Force One", proveniente de Washington.

O antigo presidente norte-americano George W. Bush e a mulher, Laura, acompanharam Obama, enquanto dois outros antigos líderes dos Estados Unidos Bill Clinton e Jimmy Carter, e a antiga secretária de Estado Hillary Clinton viajaram separadamente.

Ban Ki-moon: um dos grandes exemplos da História (12h45)

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, qualificou Nelson Mandela como um dos grandes exemplos da História, nas cerimónias fúnebres do antigo presidente da África do Sul a decorrerem no Estádio do Futebol, no Soweto.

"Foi mais que um grande líder do seu país. Foi uma das grandes lições da História, alguém que pregava pelo exemplo", disse Ban.

O responsável da ONU destacou a capacidade de perdoar de Mandela e a sua luta pela "liberdade, igualdade, democracia e justiça".

O primeiro presidente negro da África do Sul "detestava o ódio", lembrou, assinalando que mesmo morto Mandela continua a "unir".

"Olhem este estádio: vemos dirigentes que representam numerosas opiniões e pessoas de todas as classes sociais. Estão todos aqui unidos", constatou.

"A África do Sul perdeu um herói, um pai, o mundo perdeu um querido amigo e um mentor", disse ainda, antes de concluir em xhosa, a língua materna de Mandela: Lala ngoxolo (repousa em paz) tutwini (os meus pêsames) et ndiyabulela (obrigado).

Mandela foi uma árvore gigante que caiu e espalhou milhares de folhas brilhantes (12h09)

Um dos netos de Nelson Mandela, Andile Mandela, comparou hoje o avô a uma "árvore gigante" que caiu e "espalhou milhares de folhas brilhantes", incentivando, durante o discurso de homenagem ao antigo presidente, todos a seguirem os seus passos.

Andile Mandela, um dos quatro netos do falecido ex-Presidente da África do Sul, disse, esta terça-feira, durante a sua intervenção nas cerimónias fúnebres do avô, realizadas no estádio Cidade do Futebol, em Joanesburgo, que 'Madiba', como é conhecido o histórico líder sul-africano é "um espelho que reflete a glória e o esplendor da mente e do coração".

O neto de Mandela proferiu estas palavras durante a sua intervenção em representação da família, e foi várias vezes interrompido pelos aplausos dos milhares de pessoas que assistem, no estádio, ao início das cerimónias fúnebres.

Porta-voz da família: Madiba "deve estar a sorrir" (12h05)

Nelson Mandela deve estar a "sorrir no céu" ao ver a cerimónia de homenagem que esta a decorrer no estádio do Soweto, disse hoje o porta-voz da família do líder histórico sul-africano.

No recinto da Cidade do Futebol no Soweto, "há gente forte, gente frágil, ricos e pobre. Há poderosos e anónimos", disse o general Thanduxolo Mandela.

"Todos partilhamos o mesmo: honrar os heróis da luta contra o apartheid e o primeiro presidente negro da África do Sul", que morreu na quinta-feira aos 95 anos de idade, acrescentou o porta-voz da família

Durão Barroso: manifestações de emoção testemunham influência de Madiba (11h34)

O presidente da Comissão Europeia, presente hoje em Joanesburgo nas cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, comentou que a grande emoção "em África, Europa e todo o mundo pela morte de Madiba é um testemunho da sua influência no globo".

José Manuel Durão Barroso, que representa o executivo comunitário nas cerimónias que decorrem no Soweto, disse ainda ser "com grande emoção" que se encontra na África do Sul, para homenagear Mandela, "um símbolo global de paz e reconciliação", de acordo com uma declaração divulgada em Bruxelas.

Presidente russo compara ex-presidente sul-africano a Gandhi e Solzhenitsyn (10h59)

O Presidente russo, Vladimir Putin, comparou hoje o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela a Mahatma Gandhi e ao dissidente soviético e Nobel da Literatura Alexander Solzhenitsyn.

"Sem dúvida que ele foi um grande amigo para o nosso povo", disse Putin aos jornalistas presentes hoje na embaixada da África do Sul em Moscovo numa homenagem em memória de Nelson Mandela.

Vladimir Putin assinou um livro de condolências, considerando Mandela "um grande humanista" que pode ser comparado a Gandhi e Solzhenitsy.

"Foi o nosso país - a União Soviética - que de uma forma ativa suportou a África do Sul e outros países de África na sua luta contra a segregação racial, a sua luta por justiça e democracia", disse Putin.

Presidente sul-africano, Jacob Zuma, vaiado na cerimónia fúnebre (10h53)

O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi vaiado quando entrou no estádio FNB de Joanesburgo, onde decorrem as cerimónias fúnebres do falecido antigo chefe de Estado Nelson Mandela.

Enquanto alguns setores do estádio aplaudiam o chefe de Estado sul-africano e líder do partido ANC, uma grande vaia vinda das bancadas onde se encontram populares ativistas contra o poder surpreendeu os presentes no estádio.

Jacob Zuma voltou a ser vaiado mais tarde, quando o mestre-de-cerimónias o apresentou e o seu retrato surgiu nos écrans gigantes do estádio.

Os presentes dedicaram uma prolongada salva de palmas a Winnie Mandela, ex-mulher do histórico líder sul-africano, mas não dispensaram o mesmo tratamento à viúva, Graça Machel, saudada moderadamente.

Frederik de Klerk, o Presidente sul-africano que terminou o regime de "apartheid", a política de segregação racial da África do Sul, não suscitou qualquer reação por parte dos presentes quando foi apresentado ao público e o seu retrato exibido.

Timor-Leste decreta luto nacional entre quarta e sexta-feira (10h37)

O Governo de Timor-Leste decretou hoje, em comunicado divulgado à imprensa, luto nacional em todo o território em sinal de pesar pela morte do antigo Presidente da África do Sul Nelson Mandela.

"O período de luto nacional tem início às 00h00 horas do dia 11 de dezembro e termina às 24h00 horas do dia 13 de dezembro", refere o Governo timorense no comunicado.

No comunicado, o Governo determina também que durante o período de luto nacional a bandeira de Timor-Leste deve ser mantida a "meia-haste em todos os edifícios públicos, incluindo embaixadas, consulados e outras representações do Estado no estrangeiro, bem como as embarcações do Estado".

Graça Machel já está no estádio para assistir a cerimónia (10h29)

A viúva de Nelson Mandela, Graça Machel, chegou hoje visivelmente emocionada ao estádio de Soweto, em Joanesburgo, onde vai decorrer a cerimónia religiosa em memória do falecido ex-Presidente sul-africano.

Graça Machel chegou acompanhada por um grupo de mulheres, vestidas de negro, e vários guarda-costas, cerca das 10h30 (hora local).

A África do Sul pretende oferecer ao seu símbolo máximo funerais à medida da sua estatura. Além do estádio Soccer City, três outros estádios de Joanesburgo vão ser abertos à população para a transmissão da cerimónia num ecrã gigante, estando ainda previstos 150 locais de transmissão dispersos por todo o território do imenso país da África austral.

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BIOGRAFIA DE NELSON MANDELA

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DE MANDELA BEIJAM-SE NA BOCA'

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