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Correio da Manhã

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Chávez ataca outra televisão

Com a polémica suscitada pelo encerramento da televisão privada RCTV – por ordem do presidente Hugo Chávez – ainda ao rubro, o governo de Caracas acusou uma outra estação televisiva, a Globovision, de ter incitado a assassinar o líder populista. Na sequência dos violentos protestos contra o fecho da RCTV, foram detidos três luso-descendentes.
30 de Maio de 2007 às 00:00
Os violentos protestos de estudantes resultaram em vários feridos
Os violentos protestos de estudantes resultaram em vários feridos FOTO: Chico Sanchez / Epa
De acordo com o Executivo venezuelano, imagens exibidas na Globovision apelam, implicitamente, ao assassinato de Chávez. O ministro das Comunicações, Willliam Lara, afirmou que a estação apelou à morte de Chávez ao transmitir imagens da tentativa de assassinato do Papa João Paulo II, em 1981, as quais foram acompanhadas da canção ‘Isto Não Fica Por Aqui’. A estação já negou que tal corresponda à verdade, mas o governo processou a Globovision e fará o mesmo com a norte-americana CNN, por ter, alegadamente, ligado Chávez à al-Qaeda.
Durante os gigantescos protestos contra o encerramento da RCTV, foram feridos a tiro na segunda-feira, no centro do país, pelo menos seis estudantes universitários, dois dos quais com gravidade. Ainda na sequência dos protestos, foram detidas, em Caracas, pelo menos 14 pessoas, incluindo três luso-descendentes, suspeitos de envolvimento em acções de violência ocorridas nos últimos dias, durante as quais a Polícia recorreu a gás lacrimogénio e balas de borracha.
A RCTV foi fechada por, alegadamente, ‘minar’ o governo de Chávez.
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