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Chegada de porta-aviões aumenta pressão sobre o Irão

Presença do 'USS Abraham Lincoln' reforça poder de fogo dos EUA na região.

28 de janeiro de 2026 às 01:30

O porta-aviões 'USS Abraham Lincoln' chegou esta segunda-feira à região do Médio Oriente, reforçando substancialmente o poder de fogo dos EUA no caso de Donald Trump ordenar um ataque ao Irão.

De acordo com o Pentágono, o grupo naval liderado pelo porta-aviões ainda não se encontra na posição final, mas já está dentro da "distância de ataque", ou seja, suficientemente perto para que os seus aviões e mísseis possam atingir eventuais alvos em território iraniano. A chegada do porta-aviões é importante porque vários países árabes recusaram ceder as suas bases ou autorizar a utilização do seu espaço aéreo para um ataque ao Irão.

Além do porta-aviões, que transporta caças F35 e F18, aviões de reconhecimento e guerra eletrónica, o grupo naval é constituído por três contratorpedeiros equipados com mísseis guiados e outros navios de apoio.

Donald Trump ameaçou no início do mês lançar um ataque devastador contra o Irão como retaliação pela brutal repressão dos protestos contra o regime, que, segundo o último balanço não oficial, terá feito mais de seis mil mortos, embora algumas fontes falem em mais de 30 mil. O presidente dos EUA chegou a garantir publicamente que "a ajuda está a caminho", mas acabou por recuar, em parte devido à oposição dos países aliados do Golfo e, também, porque os EUA não dispunham na altura de capacidade militar suficiente na região, não só para lançar o ataque mas, principalmente, para proteger as suas bases militares no Médio Oriente e Israel, contra os quais Teerão prometeu retaliar.

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