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Correio da Manhã

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Cheias forçam êxodo maciço

A China evacuou ontem quase 200 mil pessoas de uma área junto do epicentro do sismo de dia 12 de Maio na província de Sichuan. As autoridades receiam o transbordar de rios bloqueados por derrocadas e têm planos de contingência para deslocar mais de um milhão de pessoas.
1 de Junho de 2008 às 00:30
Quase 200 mil pessoas foram já deslocadas da região de Mianyang
Quase 200 mil pessoas foram já deslocadas da região de Mianyang FOTO: reuters

Em Youxian, nos arredores da cidade de Mianyang, totalmente arrasada pelo tremor de terra, as autoridades instaram a população a deslocar-se para colinas próximas, onde estão a ser montadas tendas e outras infra-estruturas para apoio aos refugiados. Caravanas de camiões estão a caminho da área de desastre levando água e alimentos, e um Airbus 380 – o maior avião do Mundo – voou ontem para Chengdu, a maior cidade da região,carregadodeabastecimentosde emergência.

"Desconhecemos quanto tempo terão de permanecer nas colinas. Tudodependede como o caudal reagir", explicou um porta-voz da polícia local.

O número oficial de vítimas do sismo é de 68 977 mortos, mas o número deverá aumentar em breve, pois há cerca de 18 mil pessoas dadas como desaparecidas.

Paralelamente à evacuação, as autoridades estão a envidar esforços para prevenir as cheias. Centenas de soldados cavam canais e erguem diques para desviar o caudal do rio Fu, a fim de evitar que ultrapasse as margens.

Actualmente, das mais de oito mil crianças perdidas, quase duas mil continuam sem saber onde estão os pais e outros familiares. O esforço de localização dos parentes está a ser dificultado pela fuga espontânea de milhares de pessoas receosas de réplicas do sismo.

Por contraste, algumas pessoas recusam abandonar as áreas de maior risco de cheia, alegando que só partem caso a água comece a subir.

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