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Correio da Manhã

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China desloca tropas para junto da fronteira com Hong Kong

O presidente dos EUA afirma que dados da espionagem revelam as manobras de tropas chinesas.
Francisco J. Gonçalves 15 de Agosto de 2019 às 11:28
Imagem de satélite mostra dezenas de carros militares estacionados dentro de um estádio em Shenzen
Pequim ameaça esmagar os protestos que se têm repetido em Hong Kong desde junho
Imagem de satélite mostra dezenas de carros militares estacionados dentro de um estádio em Shenzen
Pequim ameaça esmagar os protestos que se têm repetido em Hong Kong desde junho
Imagem de satélite mostra dezenas de carros militares estacionados dentro de um estádio em Shenzen
Pequim ameaça esmagar os protestos que se têm repetido em Hong Kong desde junho
A China está a deslocar tropas e veículos militares para junto da fronteira com Hong Kong. As movimentações são visíveis em imagens de satélite divulgadas pela norte-americana Maxar Technologies e foram confirmadas pelo presidente Donald Trump.

"As nossas agências de espionagem informaram-me que o governo chinês está a deslocar tropas para a fronteira. Toda a gente deverá manter-se calma e em segurança", escreveu Trump no Twitter. O presidente partilhou também uma mensagem de alerta de Alexandre Krauss, conselheiro da Comissão de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu, na qual este escreve, a propósito das manobras chinesas: "Alguma coisa de mau está para acontecer."

As imagens de satélite que confirmam a deslocação de meios militares chineses mostram dezenas de veículos militares estacionados num estádio de Shenzen, junto da fronteira com Hong Kong.

A revelação das imagens vem apenas confirmar a seriedade dos alertas da China, que tem repetido ameaças de intervenção militar e que, após a ocupação do aeroporto do território durante dois dias, acusou de terrorismo os manifestantes que há dez semanas repetem protestos contra a erosão da democracia em Hong Kong.

Esta quarta-feira, a polícia chinesa anunciou que 12 mil agentes estão reunidos em Shenzen para fazerem exercícios antimotim. Mas alega que visam preparar a segurança das celebrações, a 1 de outubro, dos 70 anos da República Popular da China.

Um responsável dos EUA afirmou, sob anonimato, que "a liberdade de expressão e manifestação devem ser protegidas", mas Trump não manifestou apoio público aos manifestantes. "Espero que tudo corra bem para todos, incluindo a China, e que ninguém fique ferido ou seja morto", afirmou aos jornalistas.

PORMENORES
Não afetaram portugueses
Os protestos que se repetem em Hong Kong desde junho não afetaram grandemente cidadãos portugueses a não ser "em casos pontuais" de problemas com viagens para aquele território, referiu o MNE português, Augusto Santos Silva.

Navios dos EUA barrados
A China recusou permissão de entrada em Hong Kong a dois navios dos EUA. O cargueiro ‘Green Bay’ deveria chegar no final do mês e o cruzador de mísseis guiados ‘Lake Erie’ pediu para aportar em setembro. O governo chinês não deu razões para a recusa de entrada.
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