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China vai retaliar caso Trump volte a aumentar taxas em setembro

Governo chinês disse que tomará as "contramedidas necessárias".
Lusa 15 de Agosto de 2019 às 11:39
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
Donald Trump
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
Donald Trump
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
Donald Trump
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
A China afirmou esta quinta-feira que vai retaliar caso Washington avance com um aumento das taxas alfandegárias adicional de 10% sobre vários produtos chineses, a partir de setembro, numa guerra comercial que ameaça a economia mundial.

O Governo chinês disse que tomará as "contramedidas necessárias", mas não deu detalhes.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, no início do mês, que vai impor taxas alfandegárias suplementares de 10% sobre um total de 300 mil milhões de dólares de importações oriundas da China, a partir de 01 de setembro.

Com aquela decisão, as alfândegas norte-americanas passariam a cobrar taxas sobre todos os produtos oriundos da China, abalando ainda mais as cadeias de distribuição globais.

O anúncio feito esta quinta-feira pela China não refere a decisão de Trump de adiar as taxas sobre 60% daquele valor, até dezembro, visando prolongar as negociações.

Devido ao 'superavit' da China nas trocas comerciais com os EUA, o país asiático não pode retaliar com a subidas das taxas sobre produtos norte-americanos.

Mas Pequim pode aumentar os obstáculos burocráticos das empresas norte-americanas a operar no país ou atrasar o processo aduaneiro de produtos dos EUA e a emissão de licenças para operar no seu mercado.

China e EUA impuseram já taxas sobre milhares de milhões de produtos importados um do outro, numa guerra comercial motivada pelas políticas industriais de Pequim, que visam transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

Um primeiro período de tréguas entre Pequim e Washington terminou, em maio passado, quando Trump subiu as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares (178 mil milhões de euros) de bens importados da China, acusando Pequim de recuar em compromissos feitos anteriormente.
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