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Christine Lagarde vai receber mais de 380 mil euros por ano

Christine Lagarde assumiu esta teça-feira funções como directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), cargo pelo qual vai receber um salário anual de 551.700 dólares (380.983 euros), anunciou a instituição.
5 de Julho de 2011 às 16:15
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christine lagarde, fmi, economia, salário, directora-geral, dominique strauss-kahn FOTO: Gonzalo Fuentes

A ex-ministra das Finanças francesa chegou cerca das 09h00 locais (14h00 em Lisboa) à sede do FMI em Washington, onde foi recebida pelo seu primeiro adjunto, o norte-americano John Lipsky, e pelo decano do conselho de administração, o egípcio Abdel Shakour Shaalan.

O FMI divulgou o contrato de trabalho assinado com Lagarde, o qual prevê um salário base de 467.940 dólares por ano a que se junta uma verba para despesas de representação de 83.760 dólares, totalizando 551.700 dólares (380.983 euros) por ano, a que correspondem cerca de 31.700 euros por mês.

Este salário não é sujeito a nenhum imposto, graças ao estatuto de funcionário internacional.

O último salário anual do seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, divulgado pelo FMI era de 521.100 dólares por ano.

O contrato de trabalho de Lagarde é globalmente idêntico ao de Strauss-Kahn, à excepção do parágrafo sobre ética que é mais alargado.

"Espera-se de si, enquanto diretora-geral, que observe as mais elevadas normas de conduta ética, em conformidade com os valores de integridade, imparcialidade e discrição. Esforçar-se-á por evitar sequer a aparência de uma inconveniência no seu comportamento", lê-se no contrato.

"Na condução das suas actividades de directora-geral tem um dever de lealdade exclusiva ao Fundo e evitará qualquer conflito de interesse ou a aparência de um tal conflito", acrescenta.

Christine Lagarde deverá participar "na formação sobre ética pelo conselheiro ético do Fundo que é exigida a todos os trabalhadores do Fundo".

A detenção em Nova Iorque em meados de Maio de Strauss-Kahn sob a acusação de crimes sexuais deixou o FMI numa situação inédita, com o "número um" da instituição impossibilitado de exercer as suas funções. Ao fim de quatro dias na penitenciária nova-iorquina de Rikers Island, o ex-director-geral acabou por pedir a demissão.

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