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Correio da Manhã

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CICLONE DEIXA TRÊS ILHAS INCOMUNICÁVEIS

O destino dos mil habitantes de três pequenas ilhas do arquipélago das Salomão, no Pacífico Sul, é ainda uma incógnita, uma vez que aqueles territórios insulares estão incomunicáveis desde que foram varridas, ontem, pelo poderoso Ciclone Zoe.
30 de Dezembro de 2002 às 17:56
As ilhas Tikopia, Fataka e Anuta sofreram o pior impacto possível do super-ciclone Zoe que, com ventos de 300 km/h, lhes passou directamente por cima, com Tikopia a experimentar a rara ocorrência de ficar mesmo por debaixo do ‘olho’ da tempestade.

As autoridades de Homniara, capital das Salomão, não conseguem contactar com as ilhas desde a passagem do ciclone e preparavam um barco que deve partir ainda hoje para o local, para averiguar os efeitos da intempérie.

Há a possibilidade de a falta de contacto ter origem na queda das antenas rádio nas ilhas (o único meio de contacto com o exterior), mas teme-se o pior, uma vez que o ciclone descarregou uma violência invulgarmente brutal e passou mesmo por cima das ilhas.

Tikopia, a maior das três ilhas atingidas, tem apenas três quilómetros de comprimento. As três ilhas pertencem ao Grupo Santa Cruz, incluído no Arquipélago das Salomão, e são dos territórios habitados mais isolados no planeta.
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