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Cidadão português seguirá no navio "MV Hondius" onde foi detetado surto de hantavírus até aos Países Baixos

Antes de chegar aos Países Baixos, as Canárias vão receber mais de 100 passageiros, que serão repatriados a partir de um aeroporto de Tenerife, em aviões de vários países e da União Europeia.

09 de maio de 2026 às 18:28

O cidadão português que está no navio com casos de hantavírus é um dos membros da tripulação que seguirá no "MV Hondius" até aos Países Baixos, sem ser repatriado a partir das Canárias, disseram este sábado as autoridades portuguesas. 

A Direção-Geral da Saúde disse na sexta-feira não ter conhecimento de qualquer ocupante do cruzeiro que quisesse ser recebido em Portugal e que o repatriamento das pessoas a bordo será feito para os países de residência. Numa resposta a perguntas da agência Lusa, a DGS sublinhou que a única pessoa com nacionalidade portuguesa a bordo do navio, um elemento da tripulação, não reside em Portugal.

Estão no "MV Hondius", que esteve de quarentena em Cabo Verde, 147 pessoas, de 23 nacionalidades, incluindo passageiros, tripulação e pessoal médico da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês). O barco deverá chegar à ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, na próxima madrugada. Desembarcarão nas Canárias mais de 100 pessoas, que serão repatriadas a partir de um aeroporto de Tenerife, em aviões de vários países e da União Europeia (UE). Vão manter-se no barco 43 membros da tripulação, que seguirão viagem, na segunda-feira, para levar o paquete até aos Países Baixos, país onde está registada a propriedade do "MV Hondius" e de onde é o armador.

O cidadão português que está a bordo será um desses 43 membros da tripulação, disse este sábado fonte oficial das autoridades portuguesas. A OMS considerou que as Canárias são o porto com todas as condições logísticas e de segurança para esta operação que estava mais próximo do local onde estava o barco quando foi declarado o alerta sanitário por casos de infeção e suspeita de infeção com hantavírus. A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estão já a bordo.

Nenhuma das pessoas a bordo neste momento tem sintomas de doença, disse a OMS. O barco viajava desde a Argentina até Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana. O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavirus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.  

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