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Cientista que descobriu ébola lança alerta: Doença mais mortal que a Covid-19 está a caminho

Médicos da República Democrática do Congo estão a tratar uma mulher que pode ser a paciente zero da "doença x".
Correio da Manhã 22 de Dezembro de 2020 às 19:13
Jean-Jacques Muyembe Tamfum
Jean-Jacques Muyembe Tamfum FOTO: Getty Images
A pandemia da Covid-19 mudou a forma como a sociedade atual vive e parece que as más notícias podem não se ficar por aqui.

O professor Jean-Jacques Muyembe Tamfum, um cientista que esteve por detrás da descoberta da doença Ébola, afirma que, a seguir à Covid-19, a humanidade poderá ter de enfrentar uma doença ainda mais devastadora e mortal. 

De acordo com este cientista, o futuro parece adivinhar-se mais "apocalíptico" do que o presente com o novo coronavírus. 

Muyembe Tamfum dirige atualmente o Instituto Nacional de Investigação Biomédica em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, e alerta que mais doenças zoonóticas - que se transmitem de animais para humanos - estão nas previsões da comunidade científica. 

Na origem destas doenças zoonóticas no horizonte estão práticas ambientais insustentáveis que a humanidade tem vindo a adotar. A indústria da carne, descreve o jornal Daily Star, geralmente mantém o gado em alojamentos fechados e anti-higiénicos, aumentando assim a probabilidade de doenças transmissíveis para os humanos em ambientes como os mercados húmidos da China.

Com a destruição ambiental que tem vindo a ganhar espaço, muitas espécies não sobreviveram e animais pequenos como ratos e morcegos adaptaram-se. Como? Passaram a viver cada vez mais perto dos humanos. E este é o ambiente perfeito para doenças zoonóticas prosperarem. 

Médicos em Kinshasa estão atualmente a tratar de uma mulher com sinais de febre hemorrágica e já há temores de que esta possa ser a paciente zero da "doença X", uma nova doença desconhecida, tal como a Ébola e a Covid o eram.


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