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Cientistas criam coração em 3D com tecidos e células humanas

Investigadores esperam que o método esteja pronto a utilizar daqui a 10 anos.
15 de Abril de 2019 às 17:53
Cientistas criam coração em 3D com recurso a tecidos e células humanas
Cientistas criam coração em 3D com recurso a tecidos e células humanas
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Cientistas criam coração em 3D com recurso a tecidos e células humanas
Uma equipa de investigadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, apresentou esta segunda-feira um protótipo de coração impresso com recurso a tecnologias 3D, com vasos sanguíneos e tecidos humanos.

Durante a apresentação, os presentes tiveram oportunidade de ver um coração inerte, do tamanho de uma cereja, imerso num líquido. O pequeno órgão estava "completo, vivo" e palpitava como um coração normal.

O responsável da investigação, professor Tal Dvir, do Laboratório de Engenharia do Tecido e Medicina regenerativa, refere que "é a primeira vez que se imprime um coração integralmente com as suas células e vasos sanguíneos e que se utiliza matéria e células procedentes do paciente".

Por fim, todos os materiais biológicos são processados e convertidos em bio-tinta, para que possam ser impressos pelo sistema 3D. "Já tinham conseguido imprimir a estrutura de um coração em três dimensões, mas não com células e vasos sanguíneos", explica o investigador.

Até este tipo de corações ser utilizado em transplantes, é necessária a realização de mais testes e aperfeiçoar o órgão impresso. O objetivo dos cientistas passa por fazer com que os corações impressos funcionem como os reais.

Tal Dvir explica que o processo laboratorial é complexo. Primeiro é necessária a realização de uma biópsia a um tecido do paciente, para que se retirem as células, separadas do colagénio e outros biomateriais, para serem reprogramadas e ser convertidas em células tronco.

Depois disso, as células precisam de ser diferenciadas em células cardíacas e células de vasos sanguíneos.

Para os investigadores este é "um grande avanço médico", que foi publicado na revista "Advanced Science". Para já, os médicos vão testar o coração em animais, como ratos e coelhos.

Dvir espera conseguir utilizar estes novos corações no prazo de 10 anos.
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