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Cimeira convocada pelos EUA reúne dirigentes mundiais para discutir aquecimento global durante dois dias

Quando se comemora o Dia da Terra, o Presidente norte-americano, Joe Biden, abre a cimeira.
Lusa 22 de Abril de 2021 às 07:31
Aquecimento global
Aquecimento global FOTO: Getty Images
Mais de 40 líderes mundiais reúnem-se virtualmente a partir desta quinta-feira e durante dois dias para discutir o aquecimento global, numa cimeira convocada pelo Presidente dos Estados Unidos.

Quando se comemora o Dia da Terra, o Presidente norte-americano, Joe Biden, abre a cimeira, em que pretende sublinhar a necessidade urgente de as principais economias mundiais reforçarem a sua ambição climática até à próxima cimeira da ONU sobre alterações climáticas (COP26), marcada para Glasgow no final do ano

Na cimeira de Paris, em 2015, os países do mundo comprometeram-se em manter o aquecimento global abaixo dos dois graus celsius (ºC), preferencialmente 1,5ºC, em relação à época pré-industrial. Para isso têm de apresentar, e rever, as suas contribuições para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

No evento, os Estados Unidos vão anunciar que percentagem de emissões de gases querem reduzir até 2030. No anúncio da cimeira, a Casa Branca antecipou que os Estados Unidos "anunciarão um ambicioso objetivo de emissões 2030 como a sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada, ao abrigo do Acordo de Paris".

As contribuições nacionalmente determinadas conhecidas pela siga em inglês NDC (nationally determined contributions) são os valores de redução de gases que cada país anuncia. Deviam ter sido atualizadas no ano passado, mas o processo atrasou-se devido à pandemia de covid-19. A União Europeia anunciou em dezembro passado que ia reduzir 55% das emissões até 2030, em comparação com valores de 1990.

As NDC serão temas da cimeira que hoje começa, na qual também vai intervir o ministro português do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes. Mas também se irá discutir a necessidade urgente de aumentar o financiamento climático, ou os desafios de adaptação às alterações climáticas, especialmente dos países mais vulneráveis (o ministro português intervém neste painel), a recuperação verde e as soluções baseadas na natureza, ou os desafios da segurança global.

Os Estados Unidos afastaram-se do Acordo de Paris e das preocupações em relação ao aquecimento global durante a administração de Donald Trump mas o atual Presidente, Joe Biden, anunciou o regresso ao acordo global sobre o clima no primeiro dia no cargo.

Joe Biden convidou para a cimeira os líderes dos 17 países responsáveis por cerca de 80% das emissões globais de gases com efeito de estufa e do PIB mundial, países que demonstraram uma "forte liderança climática" e países especialmente vulneráveis às alterações climáticas. Além da União Europeia foram convidados os presidentes da China, Índia, Canadá, Rússia, Brasil, Reino Unido, Alemanha ou África do Sul, entre muitos outros. O secretário-geral da ONU, António Guterres, e Papa Francisco também serão oradores.

A cimeira dura dois dias e é transmitida em direto, com o dia de hoje a coincidir com o Dia da Terra, que tem precisamente como objetivo consciencializar as pessoas para os problemas ambientais do planeta.

Foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, a 22 de abril de 1970. Teve a adesão na altura de milhares de estabelecimentos de ensino dos Estados Unidos, que já alertavam para os problemas ambientais.

Em 2009, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 22 de abril como o Dia Internacional da Mãe Terra.

O dia reconhece a Terra e seus ecossistemas como o lar comum da humanidade e a necessidade de o proteger.

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