Cinco anos de Francisco em luta quase inglória contra a pedofilia e os podres da cúria

Papa pede perdão, cria comissões e avisa com dureza, mas a ‘limpeza’ da Igreja parece missão impossível.
Por Secundino Cunha|12.03.18
Os cinco anos de pontificado de Francisco
A entrada do Papa Francisco no Vaticano - faz amanhã cinco anos - com um caloroso "boa noite", a partir da varanda da Basílica de S. Pedro, numa noite fria e chuvosa, foi entendida por boa parte dos fiéis católicos como um sinal de esperança de que a mudança estava a chegar.

E os dias que se seguiram sublinharam vincadamente essa ideia. Um Papa que vai, em pessoa, pagar a conta da pensão onde se hospedara durante o Conclave, que pega no telefone e liga para a casa dos jesuítas e pede para falar com o superior, perante a estupefação do telefonista, ou que vai a uma ótica de Roma porque precisa de trocar de óculos, tem de ser um Papa diferente.

Na verdade, cinco anos após a eleição para a cadeira de S. Pedro de um argentino (o primeiro Papa não europeu da história da Igreja), é unânime a opinião de que Francisco rompeu distâncias, implementou um estilo diferente e mostrou ao Mundo que um Papa pode ser simpático, afável e acolhedor e, ao mesmo tempo, direto, claro e inflexível perante a injustiça.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!